Manaus (AM) – O deputado estadual Adjuto Afonso (União Brasil) foi eleito, nesta quarta-feira (15), presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam) para o mandato de 15 de julho de 2026 a 31 de janeiro de 2027. Em Sessão Extraordinária realizada no Plenário Ruy Araújo, o parlamentar recebeu 19 votos favoráveis e cinco contrários, em uma eleição convocada para cumprir decisão liminar do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A votação ocorreu após o STF suspender os efeitos da Resolução Legislativa nº 1.159/2026, que alterava o Regimento Interno da Aleam para permitir que o primeiro vice-presidente assumisse definitivamente a Presidência da Casa em caso de vacância. A medida foi questionada na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7.984, levando a Corte a determinar a realização de uma nova eleição para o cargo.
Os votos contrários à candidatura de Adjuto Afonso foram registrados pelos deputados Mayra Dias, Alessandra Campelo, Wilker Barreto e Rozenha, do PSD, além de Thiago Abrahim, do MDB. Com a presença dos 24 deputados estaduais, a eleição encerrou o processo iniciado após a vacância definitiva da Presidência da Assembleia.

“O nosso lado é o povo do Estado”, diz novo presidente da Aleam
Em seu primeiro pronunciamento após a eleição, Adjuto Afonso agradeceu tanto aos parlamentares que apoiaram sua candidatura quanto aos que votaram contra, afirmando que o resultado representa o funcionamento do processo democrático. “Agradecer aos senhores deputados, aqueles que votaram e também aqueles que não votaram, porque este é o exercício da democracia”, declarou.
O novo presidente também respondeu às manifestações feitas durante a sessão e afirmou que a Assembleia manterá sua independência institucional. “Esta Casa certamente não será um puxadinho, tenha a certeza disso. Nós aqui, deputados, representamos parte da sociedade do nosso Estado e a intenção nossa é que a gente possa representar bem esse povo, a população que nos elegeu”, disse.
Ao comentar o período em que permanecerá no comando do Legislativo estadual, Adjuto afirmou que não considera a função um mandato provisório. Segundo ele, trata-se da continuidade da gestão iniciada após a saída de Roberto Cidade (União Brasil) da Presidência da Assembleia para assumir o Governo do Amazonas. “Não vou chamar de mandato tampão, vou chamar de um complemento do mandato que foi deixado pelo atual governador Roberto Cidade”, afirmou.
Durante o discurso, o parlamentar ressaltou que pretende conduzir a Casa com diálogo entre os deputados e disse que as diferenças políticas não impedirão o funcionamento da Assembleia. “Nós sabemos qual é o nosso grupo político, a nossa base. Mas isso não vai fazer com que a gente aqui tenha um lado. O nosso lado aqui é o povo do Estado, é representar aqui bem o povo do Estado”, declarou.
Adjuto também afirmou que pretende reunir os parlamentares após o recesso legislativo para discutir a pauta de votações da Casa. Segundo ele, a intenção é priorizar matérias encaminhadas pelo Poder Executivo e também propostas de autoria dos próprios deputados que tenham impacto para a população. “Nós vamos fazer reuniões com todos os senhores para que pautas positivas a gente possa avançar nesta Casa”, afirmou.
Ao encerrar o pronunciamento, o novo presidente disse que manterá diálogo permanente com os parlamentares e defendeu que a estrutura da Assembleia esteja voltada ao trabalho dos deputados. “O poder tem que estar sempre à disposição dos deputados para que eles possam desenvolver o seu mandato, aquilo que o povo espera de cada deputado”, concluiu.






