Brasil – Pedro Arthur Turra Basso, de 19 anos, réu pela morte do adolescente Rodrigo Castanheira, de 16, teve sua defesa abandonada pelo escritório que o representava. A decisão foi comunicada nesta quarta-feira (25), cerca de duas semanas após a Justiça do Distrito Federal aceitar a denúncia por homicídio.
Em nota, o escritório informou que encerrou a atuação no caso, alegando limites contratuais para comentar os motivos da saída. Os advogados declararam ter atuado com empenho na defesa dos direitos do cliente e reafirmaram compromisso com o devido processo legal.

Pedro Turra permanece preso preventivamente no Complexo Penitenciário da Papuda desde 2 de fevereiro. Nesta semana, o Superior Tribunal de Justiça negou novo pedido de habeas corpus apresentado pela defesa.
Decisão da Justiça
Ao tornar o acusado réu, a Justiça do Distrito Federal apontou indícios de comportamento violento e mencionou possível interferência nas investigações. Na decisão, o juiz André Silva Ribeiro citou registros policiais envolvendo o jovem e afirmou que eles indicam repetição de condutas agressivas.
Entre os episódios mencionados estão uma briga em praça pública em Águas Claras, em junho de 2025; a denúncia de uma jovem que afirma ter sido forçada a ingerir bebida alcoólica e atingida com um taser quando ainda era menor; e uma agressão contra um homem durante discussão de trânsito.
O magistrado também destacou indícios de tentativa de alinhamento de versões entre envolvidos, o que, segundo a decisão, poderia prejudicar o andamento das investigações.
Testemunhas ouvidas pela Polícia Civil do Distrito Federal relataram que amigos do acusado disseram tê-lo visto com um canivete antes da briga que terminou na agressão contra Rodrigo. O objeto, contudo, não aparece nas imagens de câmeras de segurança analisadas.
Relembre o caso
O caso teve início em 23 de janeiro, em Vicente Pires, no Distrito Federal, quando Rodrigo foi agredido. O adolescente morreu após 16 dias internado em estado gravíssimo. Com o óbito, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios reclassificou o crime de lesão corporal gravíssima para homicídio doloso.
Além da responsabilização criminal, o Ministério Público pediu que o acusado seja condenado ao pagamento de R$ 400 mil por danos morais à família da vítima.
A defesa do ex-piloto não comentou o teor da denúncia. Já os representantes da família de Rodrigo sustentam que a agressão foi a causa direta da morte. A Polícia Civil informou que solicitou pedido formal para que médico do Instituto Médico Legal analise a compatibilidade das lesões com o laudo apresentado.
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