Aleam repercute desabamento da ponte na BR-319, deputados cobram providências

Os deputados citaram entraves burocráticos e até mesmo uma possível ''Indústria da manutenção'' na BR-319.
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Parlamentares, como Fausto Junior (UB) e Serafim Corrêa (PSB) cobraram a manutenção da rodovia

Manaus (AM) – Nesta quarta-feira (6), os deputados estaduais repercutiram na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) a conclusão da BR-319, que é alvo de promessas há muito tempo para os amazonenses. Desta vez as falas dos parlamentares se deram acerca do desabamento da ponte sobre o rio Curuçá, no Careiro Castanho (a 102 km de Manaus), no último dia 28 de setembro. Os deputados cobraram manutenção na ponte bem como na rodovia para que se torne trafegável.

Fausto Jr. (União Brasil), que informou sobre a construção de uma ponte metálica, pelo Exército, para substituir temporariamente a ponte que desabou e assim impedir o isolamento da população, disse que irá visitar a área para acompanhar as ações e avaliar o risco que outra pontes apresentam,

“Estarei indo ao local para acompanhar as ações da Defesa Civil e demais órgãos no socorro à população e cobrar do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). Existe um contrato de R$ 40 milhões por ano de manutenção e parece que não está sendo usado. Para que a ponte tenha desabado, é o resultado de anos sem manutenção. É preciso avaliar as outras pontes quanto ao risco de desabamento”, afirmou.

”Indústria da manutenção” pode estar atrapalhando a conclusão da BR-319, diz Serafim

O deputado Serafim Corrêa (PSB) afirmou ao Portal Tucumã que não acredita na interferência por parte dos empresários do setor de transporte fluvial para que a rodovia seja concluída, mas sim das próprias empresas responsáveis por cuidar da trafegabilidade da BR-319 que podem visar apenas a permanência do recebimento das verbas referentes à manutenção.

”Eu acho que não tem, porque o transporte fluvial é a via de transporte mais barata que tem, portanto não será ele o impedimento. Agora o que eu vejo é que há 40 anos essa estrada sofre manutenção e essa manutenção é, na verdade, uma maneira de manter uma indústria da manutenção, que a cada ano se gasta, R$ 100 milhões, ou seja em 40 anos nós já gastamos R$ 40 bilhões, daria pra fazer duas ou três estradas”

Questionado se os amazonenses poderão contar com essa modal, Serafim respondeu em tom realista. ”Um dia talvez para os meus bisnetos, eles vão poder sair de carro por Manaus, eu já saí de carro e já cheguei até o Rio de Janeiro lá nos anos 70, mas quando foi nos anos 80, a estrada fechou e fechou para sempre pelo visto”.

”Os entraves são puramente ambientais”, diz Abdala Fraxe

Abdala Fraxe (Avante) reforçou que, ao contrário do que muitos pensam, o setor de transporte fluvial não tem interesse em barrar o avanço das obras.

”Os entraves que impedem a construção da BR-319 são puramente ambientais, essa lenda urbana de que o setor fluvial é contra a implementação BR, é uma falácia de quem não entende de logística, o mundo inteiro sabe que o transporte mais barato que existe é o fluvial e o marítimo em detrimento do rodoviário e do aéreo, portanto os entraves que existem lá são meramente ambientais, licenças que o governo federal precisa dar”. Fraxe disse ainda que o tempo para o deslocamento de insumos aqui no Amazonas será reduzido, algo que vai inclusive baratear os custos.

”Isso é um anseio que a população tem, todos nós queremos, a gente precisa ter uma ligação terrestre com o resto do país, a BR-319 vai servir pra isso, o transporte rodoviário de cargas perecíveis é importante que seja feito por ela, por que aí você encurta o tempo”, completou.

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