Manaus – O empresário Nilton Costa Lins Júnior, um dos alvos da quarta fase da operação Sangria, deflagrada pela Polícia Federal (PF), tomou um susto com a chegada dos agentes em sua residência, no conjunto Parque das Laranjeiros, bairro Flores, Zona Centro-Sul de Manaus, e teria efetuado um tiro de alerta no céu.
De acordo com a defesa do empresário, Nilton deu um tiro para cima achando que estava sendo vítima de assalto, isso porque seus familiares foram reféns de um grupo criminoso em 2020.
A PF cumpre 25 mandados judiciais expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), sendo 19 mandados de busca e apreensão e seis de prisão temporária cumpridos em Manaus e Porto Alegre, além de sequestro de bens e valores, que, somados, alcançam a quantia de R$ 22.837.552,24.
Segundo as investigações, há indícios de que funcionários do alto escalão da Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM) realizaram contratação fraudulenta. Os elementos de prova apresentados na PF constam que o hospital não atende às necessidades básicas de assistência à população atingida pela pandemia Covid-19 bem como coloca em risco de contaminação os pacientes e os funcionários da unidade.
Nilton Costa Lins Júnior é o proprietário do Hospital de Campanha Nilton Lins, utilizado para o combate à pandemia da Covid-19 em Manaus.
A ação da PF também mirou a sede do Governo do Amazonas, situada no bairro Compensa, Zona Oeste de Manaus, e na sede SES-AM.
Resposta
Em nota, a defesa do empresário Nilton Costa Lins Júnior informou que ninguém ficou ferido e ele esteve presente em sua residência para prestar os devidos esclarecimentos.
“Não houve feridos e a situação foi prontamente esclarecida diante das autoridades presentes (…) O empresário não se dirigiu a nenhum local e permaneceu em sua casa durante toda a manhã acompanhando o desdobramento dos fatos. Desde sempre, o Grupo Nilton Lins segue firme na disposição em colaborar para o esclarecimento dos fatos perante os órgãos e entidades competentes”, disse a defesa.
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