Manaus (AM) – A área desmatada na Amazônia Legal entre agosto de 2024 e julho de 2025 foi de 5.796 km², de acordo com dados oficiais do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (PRODES), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), divulgados nesta sexta-feira (30).
O número representa uma queda de 11% em relação ao período anterior (agosto/2023 a julho/2024), quando foram registrados 6.518 km².

Esta é a menor taxa de desmatamento registrada nos últimos 11 anos e consolida uma sequência de quatro anos consecutivos de redução na taxa anual.
Em comparação com o pico recente, o desmatamento caiu aproximadamente 50% em relação ao período de 2021/2022.
A boa notícia, no entanto, chega em um cenário desafiador, marcado pelo maior número de queimadas na região em duas décadas.

Queda expressiva no Amazonas

No cenário estadual, o Amazonas apresentou uma redução de 16,93% no desmatamento. A área desmatada no estado caiu de 1.223 km² para 1.016 km² no período analisado.
Com isso, o Amazonas foi responsável por 17,53% do total desmatado na Amazônia Legal, ficando atrás apenas do Pará (36,2%) e do Mato Grosso (27,1%), e se manteve entre os estados com maior redução.
A ação fiscalizatória no estado foi intensa. De julho de 2024 a junho de 2025, o Ibama lavrou 275 autos de infração relacionados à flora, somando R$ 228 milhões em multas aplicadas.
Além disso, foram emitidos 220 termos de embargo que bloquearam 41 mil hectares de área.
“Esse resultado é fruto direto do fortalecimento das operações de fiscalização e da ampliação de políticas públicas de conservação”, afirmou o Superintendente do IBAMA no Amazonas, Joel Araújo.
Entre os nove estados da Amazônia Legal, oito registraram quedas no desmatamento. Destaques positivos foram Tocantins (-62,5%), *
Com informações da Assessoria*
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