“Ana por Elas”: empreendedora traz dia de beleza para mulheres que sofrem abuso

Ana Brito, aos 14 anos, foi abusada sexualmente e sofreu com a a violência do estupro, mas deu a volta por cima e transformou a experiência no projeto "Ana por Elas"
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"Ana por Elas": empreendedora traz dia de beleza para mulheres que sofrem abuso
"Ana por Elas": empreendedora traz dia de beleza para mulheres que sofrem abuso

Manaus – Ana Brito, aos 14 anos, foi abusada sexualmente e sofreu com a a violência do estupro por muitos anos. Demorou tempo para que o trauma e a revolta se transformassem em aprendizado e atualmente, aos 44, e sendo dona de uma são de beleza, ela ajuda outras mulheres que, como ela, foram vítimas. O projeto de ampara ganhou o nome de “Ana por Elas”.

A cabeleireira, dona de um salão de beleza sentiu, em sua adolescência, a falta de um suporte para que ela lidasse com o trauma. Mas hoje, ela desenvolve o projeto ‘Ana por Elas’, que ajuda mulheres vítimas de estupro e violência doméstica.

Ana Brito, idealizadora da iniciativa “Ana por Elas”, que resgata a autoestima de mulheres que sofreram violência sexual.

A dona do salão explica como funciona:

“Eu coloco um anúncio no meu Instagram e lá elas publicam as histórias delas e eu leio. A ideia era selecionar uma por mês. Só que não imaginava que eram tantas histórias que iriam aparecer. Então normalmente a gente extrapola e no mês passado, o que iria ser uma mulher que teria o suporte, acabaram sendo três.”

Também proprietária de uma loja de roupas, Ana oferece um verdadeiro dia de beleza para as vítimas. Um momento que serva também para elas falarem sobre assuntos positivos, além de receberem todos os tipos de cuidados estéticos e emocionais. Ela enfatiza também uma equipe de apoio que a ajuda com o projeto e convida outras mulheres a entrarem.

“Eu tenho uma equipe também de apoio que me ajudam na maquiagem, que é a Lorrany. Tenho a moça que me ajuda com as unhas que são a Dora e Sabrina. Eu tenho uma design de sobrancelhas e cílios. Tenho também uma advogada que é a Suzana Lacerda. Tenho uma assistente social, que é a Simone. Então a gente tá montando uma equipe. Como eu tenho uma loja. Uma lojinha bem pequenina, a minha loja também dá um look também”.

Para Ana, não há preço que a pague.

“Então é muito gostoso quando a gente transforma uma pessoa que estava num cenário de desesperança e elas saem do salão transformadas e cheias de brilho e confiança e não há nada que pague isso”. E explica: “Eu peguei a minha dor e transformei em algo bom, que poder ajudar essas mulheres”.

Confira a história completa na Live do Portal Tucumã:

Com informações do Repórter Jhonata Lobato
Imagens: Paulo César

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