Manaus (AM) – A pesquisa AtlasIntel Eleições Amazonas maio 2026, realizada entre os dias 29 de abril e 5 de maio com 1.415 entrevistados, aponta a liderança de Maria do Carmo (PL) na disputa pelo Governo do Amazonas e um cenário de forte polarização na corrida presidencial no estado. O levantamento indica que a candidata do PL aparece com 45,9% das intenções de voto no cenário estimulado, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) protagonizam uma disputa apertada entre os eleitores amazonenses.
O estudo foi conduzido pela AtlasIntel por meio da metodologia Atlas RDR, baseada em recrutamento digital aleatório durante a navegação na internet. Segundo o relatório, os dados foram ajustados por pós-estratificação para representar o perfil demográfico do eleitorado do Amazonas, considerando critérios como sexo, idade, renda, escolaridade e comportamento eleitoral anterior. A margem de erro é de três pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
No cenário para o Governo do Amazonas, Maria do Carmo abre vantagem de quase 12 pontos percentuais sobre o senador Omar Aziz (PSD), que aparece com 34% das intenções de voto. Em seguida estão o prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), com 12,4%, e o presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas, Roberto Cidade (União Brasil), com 4,3%.
Os dados mostram que a candidata do PL concentra desempenho mais elevado entre homens, segmento em que alcança 51,5% das intenções de voto. O levantamento também registra maior adesão entre eleitores evangélicos, com 53,5%, além de pessoas com renda acima de R$ 10 mil, grupo em que ela soma 40,3%.

Polarização nacional influencia cenário local
A corrida presidencial no Amazonas aparece marcada pela polarização entre petismo e bolsonarismo. Em um cenário de primeiro turno, Lula registra 49,9% das intenções de voto no estado, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 44,6%. A diferença entre os dois fica dentro da margem de erro da pesquisa.
Quando o levantamento simula um eventual segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, o resultado aponta empate técnico rigoroso nos votos válidos. O senador do PL soma 50,3%, contra 49,7% do presidente da República. O relatório também mostra índices elevados de rejeição ao presidente Lula entre homens, segmento em que a desaprovação chega a 62,8%.
A pesquisa ainda identifica forte rejeição ao presidente entre eleitores agnósticos e ateus, grupo em que Lula alcança 90,2% de desaprovação. Ao mesmo tempo, o estudo aponta um eleitorado amazonense majoritariamente alinhado à direita no espectro ideológico.
Segundo os dados, 39,8% dos entrevistados afirmam se identificar politicamente com a direita, enquanto 20,1% se posicionam à esquerda. Em relação à identidade política, 27,4% disseram ser bolsonaristas, índice superior aos 19,1% que se declararam petistas.
O levantamento também aponta a existência de um grupo de eleitores sem alinhamento direto com os polos políticos. De acordo com a pesquisa, 22,2% afirmaram não ser “nem antipetistas, nem antibolsonaristas”, contingente que pode influenciar o resultado das disputas majoritárias em 2026.
Disputa pelo Senado
Na disputa para o Senado, o deputado federal Capitão Alberto Neto (PL) lidera o consolidado de primeiro e segundo votos, com 23,7%. O senador Eduardo Braga (MDB) aparece logo atrás, com 21,6%. O estudo destaca que Alberto Neto registra desempenho expressivo como primeira opção de voto, alcançando 33,5%.
Também aparecem entre os nomes competitivos para as duas vagas ao Senado o ex-deputado federal Marcelo Ramos, com 17,9%, e o senador Plínio Valério (PSDB), com 15,5%. O cenário reforça o avanço de candidaturas associadas ao campo da direita no Amazonas.
Além das intenções de voto, o levantamento identificou os principais problemas apontados pela população amazonense. O acesso à saúde lidera as preocupações, citado por 59,3% dos entrevistados. Na sequência aparecem criminalidade, com 45,6%, corrupção, com 42,3%, e qualidade da educação, mencionada por 36%.
Os dados revelam que temas ligados aos serviços públicos e à segurança devem ocupar espaço central nas campanhas eleitorais de 2026 no Amazonas. A pesquisa também sugere que o desempenho de lideranças políticas pode ser diretamente impactado pela percepção da população sobre a eficácia das políticas públicas nessas áreas.






