Ato convocado por Bolsonaro reúne manifestantes em defesa de anistia aos presos do 8 de janeiro

Bolsonaro chegou ao local às 13h45 e subiu no trio elétrico principal, reservado a ele e a seu núcleo mais próximo
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(Foto: Reprodução)

Brasil – Milhares de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) se reuniram na tarde deste domingo (6) na avenida Paulista, em São Paulo, em um protesto convocado para pedir anistia aos envolvidos nos ataques de 8 de janeiro de 2023. O ato, que teve início por volta das 14h com o Hino Nacional e uma oração, contou com forte presença de políticos aliados e manifestações de apoio ao ex-presidente.

Bolsonaro chegou ao local às 13h45 e subiu no trio elétrico principal, reservado a ele e a seu núcleo mais próximo. Antes mesmo do início oficial, apoiadores já ocupavam os arredores do MASP desde a manhã. Um dos organizadores, o pastor Silas Malafaia, declarou que esta é “a maior manifestação política desde o impeachment de Dilma Rousseff” e prometeu discursos contundentes contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF, e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), por resistirem à votação da proposta de anistia.

Presença política de peso

Uma imagem divulgada antes do ato mostra Bolsonaro ao lado de sete governadores que participaram da manifestação: Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), Romeu Zema (Novo-MG), Ratinho Jr. (PSD-PR), Ronaldo Caiado (União-GO), Jorginho Mello (PL-SC), Mauro Mendes (União-MT) e Wilson Lima (União-AM). Os quatro primeiros são vistos como possíveis presidenciáveis em 2026, diante da inelegibilidade de Bolsonaro.

Embora tenha tido presença confirmada anteriormente, Cláudio Castro (PL-RJ) não compareceu. Já Tarcísio de Freitas foi anunciado com destaque e chegou a ser comparado a apóstolos por apoiadores.

Símbolos e homenagens

Um dos símbolos mais marcantes do ato foi o uso de batons pelas manifestantes, uma referência à cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos, condenada a 14 anos por pichar uma estátua com batom em frente ao STF. Um batom inflável de seis metros foi colocado ao lado das grades que separavam o público das autoridades. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro também esteve presente e incentivou a mobilização feminina.

Discursos e clima do protesto

Os discursos foram limitados a três minutos, devido à possibilidade de chuva, e iniciados com uma oração da deputada federal Priscila Costa (PL-CE). Entre os participantes, esteve o padre Kelmon (PL), que concorreu à presidência em 2022 e agora pretende disputar uma vaga como deputado estadual por São Paulo. Ele declarou apoio à anistia, afirmando que “muitas pessoas presas são idosos e doentes que não cometeram crimes”.

O deputado federal Mario Frias (PL-SP) afirmou que a manifestação pressiona a Câmara a votar a urgência do projeto de anistia. “Anistia já foi usada no Brasil como forma de pacificação”, declarou.

Pesquisa aponta rejeição à anistia

Apesar do apelo popular do ato, uma pesquisa Genial/Quaest divulgada neste domingo mostra que 56% dos brasileiros são contra a anistia aos envolvidos no 8 de janeiro. Apenas 34% são favoráveis. Além disso, 49% dos entrevistados acreditam que Bolsonaro participou do planejamento do golpe, enquanto 35% discordam.

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