Bashar al-Assad: Conheça o ditador sírio que comandou o país por 24 anos

A Rússia, principal aliada do regime de Assad, confirmou que o líder deixou o país
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Foto: Fábio Rodrigues/Agência Brasil

Mundo – Grupos rebeldes anunciaram neste domingo (8) a tomada do poder na Síria e a derrubada do regime de Bashar al-Assad, que estava no comando do país há 24 anos. A situação política na região se tornou instável com o anúncio, e o destino do ditador permanece desconhecido até o momento.

A Rússia, principal aliada do regime de Assad, confirmou que o líder deixou o país e pediu uma transição pacífica no comando. O envolvimento da Rússia e do Irã no cenário político e militar da Síria tem se mostrado cada vez mais complexo, especialmente diante de conflitos internacionais que têm desviado a atenção desses aliados.

A família Assad, que governa a Síria desde 1971 após um golpe de Estado liderado por Hafez al-Assad, é parte da minoria alauita, uma vertente xiita no país. Bashar al-Assad assumiu o poder em 2000 após a morte de seu pai, Hafez, e após a morte de seu irmão Basil, que seria o sucessor natural da família.

Desde sua ascensão, Bashar foi reeleito em referendos com índices de aprovação altíssimos: 97,29% em 2000 e 97,62% em 2007. Em 2014, ele foi reeleito novamente para um terceiro mandato de sete anos, mesmo com a guerra civil síria em andamento.

No último fim de semana, durante a ofensiva rebelde, foram destruídas várias estátuas de Hafez al-Assad em áreas controladas pelos insurgentes, como símbolo do rompimento com o regime histórico da família.

Especialistas acreditam que fatores externos influenciam o cenário atual. O cientista político Guilherme Casarões, da Fundação Getúlio Vargas, apontou que o enfraquecimento de aliados tradicionais, como Hezbollah, Irã e Rússia, facilitou o avanço rebelde. Segundo Casarões, a falta de envolvimento direto desses países no conflito abriu espaço para os insurgentes tentarem retomar controle estratégico no território sírio.

“Aqueles que eram os três principais aliados do governo Assad, Hezbollah, Irã e Rússia, estão meio que fora desse envolvimento direto com o conflito, o que abriu uma oportunidade para que os rebeldes tentassem retomar certas posições estratégicas dentro do país”, afirmou o cientista político.

O cenário é instável, e analistas continuam acompanhando os próximos movimentos no conflito, enquanto os destinos da Síria e de seu líder permanecem incertos.

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