Brasília (DF) – O lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, preso pela Polícia Federal nesta sexta-feira (12), está com depoimento marcado à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS para segunda-feira (15), às 16h.
Mesmo detido, o presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), anunciou que irá solicitar ao Supremo Tribunal Federal (STF) que autorize a condução do investigado para prestar esclarecimentos aos parlamentares.

A ação é um desdobramento da Operação Sem Desconto, que investiga um esquema nacional de descontos não autorizados em benefícios de aposentados e pensionistas do INSS. Além do lobista, também foi preso o empresário Maurício Camisotti, que igualmente foi convocado para depor na CPMI.

Em declaração, Viana expressou a intenção de manter o depoimento, considerado crucial para o andamento das investigações.
“Ele já estava convocado, já tinha sido intimado pela Polícia Legislativa e eu espero que [o STF] mantenha a ida dele, para que possa prestar esclarecimentos de como conseguiu, com tanta facilidade, roubar a Previdência brasileira, quem são os servidores envolvidos e quem são os políticos que tenham favorecido”, afirmou.
A convocação foi uma das mais demandadas pelos integrantes da CPMI. Ao todo, foram apresentados 14 requerimentos pedindo seu depoimento, incluindo pedidos do próprio presidente e do relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL).
Compromisso com as investigações

Em suas redes sociais, Carlos Viana, reforçou o pedido formal para que o STF autorize a vinda de Antunes e Camisotti para depor, já agendando as datas: o lobista para segunda-feira (15) e o empresário para quinta-feira (18).
O senador avaliou que as prisões confirmam o avanço das apurações e sinalizou que a comissão não parará.
“Nós não vamos parar. A CPMI tem um compromisso com você, brasileiro, com você, pensionista do INSS, com você que contribui com esse país. Nós vamos em frente e nós vamos colocar às claras esse esquema de corrupção contra os nossos idosos e pensionistas”, declarou.
O parlamentar também manifestou indignação com a demora para que as prisões preventivas fossem realizadas, mas comemorou a decisão do STF.
“O Supremo Tribunal Federal aceitou o nosso pedido da CPMI e colocou na cadeia o careca do INSS e o senhor Camisote. É o primeiro passo, gente, porque nós temos outros suspeitos, pelo menos 19, que também precisam ir para a cadeia”. disse.
A expectativa é que os depoimentos dos principais investigados possam fornecer detalhes operacionais do esquema e nomes de outros envolvidos, incluindo servidores públicos e possíveis apoiadores políticos.
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