Caso Débora: avó de vítima desabafa após ser impedida de acompanhar júri dos acusados em Manaus

Eu queria assistir, queria olhar para a cara dele e perguntar por que ele fez isso com a minha neta”,
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Foto: Eli Oliveira/Portal Tucumã

Manaus (AM) – O início do julgamento dos acusados pela morte da jovem grávida Débora da Silva Alves, de 18 anos, foi marcado por emoção e revolta do lado de fora do Fórum Ministro Henoch Reis, em Manaus, nesta quarta-feira (27). Familiares da vítima afirmaram que foram impedidos de acompanhar a sessão do Tribunal do Júri.

A avó de Débora, Maria Rosinalda, chorou ao falar sobre a impossibilidade de assistir ao julgamento de Gil Romero Machado Batista e José Nilson Azevedo da Silva, réus pelo assassinato da jovem e do bebê que ela esperava.

“Eu queria assistir, queria olhar para a cara dele e perguntar por que ele fez isso com a minha neta”, declarou a idosa durante entrevista concedida em frente ao fórum.

Ainda emocionada, Maria relembrou os últimos momentos ao lado da neta antes do desaparecimento ocorrido em julho de 2023. Segundo ela, Débora saiu de casa após informar que iria se encontrar com Gil Romero. “Ela disse que ia tomar banho e voltar. Esperei e ela não apareceu mais”, contou.

O julgamento ocorre na 2.ª Vara do Tribunal do Júri e pode se estender por até três dias. Os acusados respondem por duplo homicídio qualificado, aborto provocado por terceiro, violência doméstica e ocultação de cadáver.

De acordo com a denúncia do Ministério Público do Amazonas (MPAM), Débora desapareceu no dia 29 de julho de 2023 após sair para encontrar Gil Romero, apontado pelas investigações como pai da criança. A jovem estava grávida de oito meses.

O corpo da vítima foi encontrado dias depois em uma área de mata no bairro Mauazinho, zona leste de Manaus. Conforme as investigações da Polícia Civil, Débora foi asfixiada e teve o corpo queimado.

Foto: Eli Oliveira/Portal Tucumã

Segundo o Ministério Público, a motivação do crime estaria ligada à recusa de Gil Romero em assumir a gravidez e o relacionamento mantido com a jovem. A denúncia aponta ainda que o corpo foi colocado em um tonel e incendiado.

Gil Romero Machado Batista e José Nilson Azevedo da Silva estão presos preventivamente desde 2023. O processo tramita em segredo de Justiça.

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