Chefe da Receita Federal ganha cargo em Paris após Bolsonaro tentar reaver joias sauditas

Os itens continuam retidos na Receita Federal.
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(Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Brasil – A confusão envolvendo a família Bolsonaro e a Receita Federal ganhou um novo capítulo. No fim de 2022, após reunião para tratar da liberação de algumas joias sauditas, que seriam presentes para a ex-primeira dama, Michelle Bolsonaro, embargadas pelo Fisco, o então chefe da Receita Federal, Julio Cesar Vieira Gomes, foi nomeado para o cargo público na cidade de Paris, capital da França.

Segundo o jornal Estado de S.Paulo, o governo de Bolsonaro, ex-presidente do Brasil, tentou trazer ao país joias sauditas avaliadas em mais de R$ 16,5 milhões e que teriam sido impedidas pela Receita Federal. Os produtos seriam um presente do governo da Arábia Saudita para Michelle Bolsonaro, então primeira dama do Brasil.

Ainda de acordo com o jornal, o governo Bolsonaro tentou resgatar as peças quatro vezes, envolvendo o gabinete presidencial, três ministérios (Economia; Minas e Energia; e Relações Exteriores) e militares, os itens continuam retidos na Receita Federal.

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O Governo de Jair Bolsonaro (PL) tentou trazer de forma ilegal para o Brasil um conjunto de joias avaliado em 3 milhões de euros (R$ 16,5 milhões) para a então primeira-dama, Michelle. A informação foi revelada pelo jornal O Estado de S. Paulo e confirmada pelo ministro da Secom (Secretaria de Comunicação Social do governo), Paulo Pimenta (PT), que postou nas redes fotos das peças de diamantes, além de um documento da alfândega sobre a retenção das joias.

De acordo com a publicação, o governo brasileiro poderia ter recebido as joias como um presente oficial, o que não é ilegal. Mas, neste caso, os bens ficariam para o Estado, e não com a família Bolsonaro.

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