Cidade toma posse e aponta desafio fiscal no Governo do Amazonas

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Roberto Cidade toma posse como governador do Amazonas e destaca equilíbrio fiscal como prioridade da gestão (Reprodução)

Manaus (AM) – Roberto Cidade (União Brasil) tomou posse como governador do Amazonas na tarde desta segunda-feira, 4, em cerimônia realizada no plenário da Assembleia Legislativa, em Manaus, após ser eleito por unanimidade em votação indireta pela manhã. Ao lado do vice-governador Serafim Corrêa (PSB), ele assume o comando do Executivo até 5 de janeiro de 2027, em um processo desencadeado pela renúncia do então governador Wilson Lima (União Brasil) e do vice Tadeu de Souza (PP), o que levou o parlamento a conduzir a sucessão estadual.

A solenidade reuniu parlamentares, lideranças políticas, apoiadores e representantes de outros poderes, marcando a transição da gestão interina para o exercício definitivo do mandato. Cidade já ocupava o cargo temporariamente havia 30 dias, período em que a Assembleia organizou o rito da eleição indireta, que contou com cinco chapas e resultou na escolha unânime da chapa nº 2, com votos dos 24 deputados estaduais.

Discurso de posse e ambiente político

Durante o discurso, o novo governador destacou o peso da responsabilidade e fez referência à própria trajetória política. “Agora eu tenho a missão de governar um estado com quatro milhões de pessoas. Missão esta que carrego com humildade, responsabilidade e o amor profundo a esta terra onde nasci, cresci e aprendi a lutar”, afirmou, ao mencionar a experiência acumulada no Legislativo e o compromisso com a instituição.

Na chegada à cerimônia, o vice-governador Serafim Corrêa adotou tom otimista sobre o novo ciclo administrativo. “É uma grande honra poder acompanhar o governador eleito Roberto Cidade neste desafio”, disse, ao comentar o início da gestão conjunta.

O ex-governador Wilson Lima também comentou o resultado da eleição indireta e destacou a relação de Cidade com o parlamento. “O Roberto Cidade é jovem, tem disposição pro trabalho. É alguém muito equilibrado, deu reflexo quando esteve no comando da assembleia legislativa”, afirmou, ao mencionar a articulação entre Executivo e Legislativo.

Após eleição unânime, Cidade tomou posse nesta segunda-feira (Reprodução)

Equilíbrio fiscal como prioridade

Após a posse, Cidade direcionou o foco da gestão para a situação fiscal e financeira do Estado, ressaltando a necessidade de equilíbrio nas contas públicas. “Hoje assumo o governo do Amazonas com a missão de dar o meu melhor, com muita responsabilidade, entendendo a situação financeira do Estado”, disse, ao destacar que a prioridade será manter os serviços essenciais em funcionamento.

Durante entrevista coletiva, o governador apontou que o comportamento da arrecadação será acompanhado de forma constante. “Precisamos estar sempre atentos às variações econômicas, como o câmbio e seus impactos, especialmente na Zona Franca de Manaus”, afirmou, ao relacionar a economia externa com a receita estadual.

Ele também indicou que a estratégia do governo será baseada em controle de despesas e análise permanente do orçamento. “Não é porque há aumento de receita que haverá mais liquidez no orçamento”, disse, ao mencionar compromissos que pressionam as contas públicas, como reajustes e obrigações legais.

Cidade reforçou que a equipe econômica deverá buscar ajustes sem comprometer áreas essenciais. “Precisamos manter equilíbrio fiscal, identificar onde é possível reduzir custos e, ao mesmo tempo, avançar em áreas prioritárias como saúde, segurança e social”, declarou, ao indicar os eixos de atuação da gestão.

Ao tratar do cenário de arrecadação, o governador mencionou sinais recentes, mas condicionou o desempenho a fatores externos. “Há sinais positivos na arrecadação após os primeiros meses do ano, e isso também depende do cenário econômico nacional”, disse, ao destacar a influência do contexto brasileiro nas finanças do Estado.

Posse de Cidade lotou plenário do Legislativo do Amazonas (Reprodução)

Gestão, prazos e indefinições

Com mandato previsto até janeiro de 2027, Cidade afirmou que a condução do governo será voltada ao curto prazo e à execução administrativa. “Tenho oito meses para governar o nosso estado. Não tenho tempo para tratar de política ou pensar em eleições”, declarou, ao evitar projeções sobre eventual participação nas eleições gerais de outubro.

O governador também não antecipou mudanças no primeiro escalão e indicou que o secretariado ainda será avaliado. “Precisamos analisar”, disse, ao sinalizar que a estrutura atual será observada antes de qualquer decisão sobre alterações na equipe.

Ao lado de Serafim Corrêa, Cidade destacou que a gestão será conduzida de forma conjunta e com acompanhamento contínuo. “Eu e o vice-governador estaremos empenhados diariamente”, afirmou, ao mencionar o compromisso de atuação integrada diante dos desafios financeiros e administrativos.

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