‘Consciência tranquila’, diz lutador de jiu-jitsu que derrubou e imobilizou Moïse

Brendon também foi quem amarrou mãos, pés e pescoço de Moïse, decisão que segundo ele era para evitar uma perseguição do congolês
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Aleson (à frente), Fábio (no meio) e Brendon, presos pela morte de Moïse — Foto: Henrique Coelho / g1

Brendon Alexander Luz da Silva, conhecido como ‘Tota’, de 21 anos, é o homem que nas imagens de uma câmera de segurança do quiosque Tropicália – onde Moïse Kabagambe foi brutalmente morto – derruba o congolês no chão e o imobiliza por vários minutos.

Em depoimento à polícia, Brendon disse que, mesmo tendo participado da ação, está com a “consciência tranquila”.

Segundo Brendon, a decisão de atar mãos, pés e pescoço de Moïse foi para que ele (Brendon) não fosse perseguido, depois, pelo congolês.

Brendon Alexander Luz da Silva, o Tota — Foto: Reprodução/TV Globo

Aos policiais, Brendon disse que luta jiu-jitsu e que a briga começou porque ele pretendia defender o funcionário do quiosque conhecido como Baixinho. Ele também alegou que Moïse reagiu e confirmou que amarrou o congolês ao notar que ele já não reagia.

Brendon segue o relato dizendo que voltou para o quiosque e um cliente disse que Moïse não estava respirando. O lutador afirmou ter desamarrado o congolês e que tentou reanimá-lo – essas cenas também estão nas imagens da câmera de segurança.

Como Moïse já não reagia, Brendon disse que tentou jogar água nos pulsos da vítima e, de novo, tentou fazer a massagem cardíaca. Segundo ele, outro agressor, de apelido Belo, chamou uma ambulância. Só no dia seguinte, de acordo com o relato, Brendon teria descoberto que Moïse morreu.

Além de Brendon, estão presos temporariamente pelo crime Fábio Pirineus e Aleson Cristiano. Os três aparecem nas imagens do espancamento de Moïse, no último dia 24, num quiosque da Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. Ao depor, todos negaram que quisessem matar o congolês.

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