Brasil – A Polícia Civil de São Paulo finalizou o relatório complementar da Operação Vérnix e indiciou formalmente a advogada e influenciadora Deolane Bezerra e mais seis pessoas pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro.
A investigação, que começou em 2019 e teve sua fase ostensiva deflagrada em maio de 2026, aponta que o grupo utilizava uma transportadora de cargas e empresas de fachada para blindar e movimentar bilhões de reais de origem ilícita ligados à cúpula do Primeiro Comando da Capital (PCC).
Ao todo, as autoridades já determinaram o congelamento de mais de R$ 327 milhões em bens dos investigados, dos quais cerca de R$ 27 milhões estão vinculados diretamente à influenciadora.
Com o indiciamento, o status jurídico de Deolane Bezerra muda significativamente dentro do inquérito policial, deixando de ser apenas uma suspeita investigada. Este ato formal significa que o delegado responsável pelo caso encerrou as apurações com a convicção de que existem indícios robustos de materialidade e autoria dos crimes contra ela.
Apesar do forte impacto na ficha criminal, o indiciamento não representa uma condenação antecipada e nem decreta a culpa da advogada. A utilidade imediata do relatório policial é servir de base para o Ministério Público, que agora analisará as provas e decidirá se oferece uma denúncia formal à Justiça.
Caso os promotores concordem com as conclusões da polícia e o juiz aceite a acusação, Deolane Bezerra mudará novamente de status, tornando-se ré em um processo judicial onde passará a se defender perante o tribunal.
O avanço da investigação também revelou que os suspeitos continuavam ativos mesmo após as primeiras prisões da operação, abrindo novas pessoas jurídicas e recorrendo a ativos virtuais, como criptomoedas, para ocultar o patrimônio.
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