Desemprego fica em 5,6% e atinge menor patamar da série histórica, aponta IBGE

População desocupada cai para 6,1 milhões, e número de trabalhadores com carteira assinada atinge recorde de 39,1 milhões.
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(Foto: Montagem - Portal Tucumã)

Economia – A taxa de desocupação no Brasil ficou em 5,6% no trimestre encerrado em agosto de 2025, repetindo o menor patamar já registrado pela série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No período, o país tinha 6,1 milhões de pessoas desocupadas, o menor contingente da série, representando uma queda de 605 mil pessoas em relação ao trimestre anterior.

Em comparação com o mesmo período de 2024, quando a taxa era de 6,6%, houve uma redução de aproximadamente 1 milhão de desempregados.

Mercado em alta

(Foto: Reprodução)

A população ocupada atingiu o recorde de 102,4 milhões de pessoas. Com isso, o nível da ocupação, o percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar, ficou em 58,1%, mantendo-se no nível mais alto da série histórica.

Um dos destaques foi o número de empregados com carteira assinada no setor privado, que alcançou o recorde de 39,1 milhões de pessoas, uma alta de 1,2 milhão em relação ao mesmo trimestre do ano anterior.

Setores que puxaram a ocupação

De acordo com o analista da pesquisa, William Kratochwill, a queda na desocupação foi impulsionada por contratações no setor de educação pública.

“A educação pré-escolar e fundamental fazem contratações ao longo do primeiro semestre. São trabalhadores sem carteira, com contratos de trabalho temporários”, explicou.

Por outro lado, o setor de trabalho doméstico registrou redução de 174 mil ocupados em relação ao trimestre anterior.

Informalidade

(Foto: Reprodução)

A taxa de informalidade subiu para 38% da população ocupada, o equivalente a 38,9 milhões de pessoas. O aumento foi puxado pelo crescimento do trabalho por conta própria sem CNPJ, que chegou a 19,1 milhões de pessoas.

“Isso é um sinal de que as pessoas estão apostando no trabalho autônomo, são trabalhadores com menor escolaridade, geralmente nas atividades de comércio e alimentação. Uma parcela de desalentados pode ter migrado, em parte, para a informalidade”, avaliou o pesquisador.

O rendimento médio do trabalhador ficou em R$ 3.488, estável em relação ao trimestre anterior e com alta real (acima da inflação) de 3,3% ante o mesmo período de 2024.

A massa de rendimento total chegou a R$ 352,6 bilhões, alta de 5,4% na comparação anual.

Principais Destaques da Pnad Contínua (Trimestre até agosto):

  • População ocupada: 102,4 milhões (recorde)
  • Taxa de desocupação: 5,6% (menor da série)
  • População desocupada: 6,1 milhões (menor da série)

Com informações da Agência Brasil*

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