Escola recebe mais de 10 denúncias contra professor acusado de estupro

Quatro dessas denúncias já foram encaminhadas para as autoridades competentes
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(Foto: Reprodução/Redes Sociais)

Brasil – O tradicional Colégio Rio Branco, localizado no bairro Higienópolis, em São Paulo, está no centro de uma grave polêmica após receber 13 denúncias de condutas impróprias contra o ex-professor Carlos Veiga Filho. As acusações, que abrangem um período entre 1980 e 2003, envolvem alegações de abuso sexual e foram reveladas pela CBN. Quatro dessas denúncias já foram encaminhadas para as autoridades competentes, após as vítimas autorizarem o compartilhamento das informações.

Denúncias de Rituais e Abusos

Ex-alunos acusam o ex-professor de promover “rituais” que incluíam abusos sexuais. As denúncias recentes foram feitas através de um canal criado pela escola para reunir novos casos. De acordo com os relatos, Carlos Veiga Filho teria fotografado alunos nus ou em roupas íntimas durante atividades relacionadas ao grupo de teatro e monitoria da escola.

A Prisão de Carlos Veiga Filho

Carlos Veiga Filho foi preso em junho deste ano em circunstâncias inusitadas. Após uma briga em um condomínio em Hortolândia, interior de São Paulo, a polícia descobriu que ele tinha um mandado de prisão em aberto por suspeita de estupro de vulnerável. Ele permanece detido desde então. As acusações se referem a crimes cometidos dentro do seu apartamento e nas dependências de um colégio em Serra Negra, onde teria mantido relações sexuais com três adolescentes menores de 14 anos na época.

O advogado do suspeito, Jhonatan Wilke, afirmou à época que seu cliente nega todas as acusações, alegando que nunca cometeu nenhum crime durante sua carreira de mais de 30 anos como professor. Segundo Wilke, Veiga Filho apenas prestava assistência aos alunos que passavam por dificuldades familiares, e os chamados “rituais de purificação de chacras” não tinham conotação sexual.

Investigações pelo Ministério Público de São Paulo

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) também recebeu, no início de agosto, três denúncias contra Carlos Veiga Filho. O promotor Gustavo Pozzebon, em entrevista à EPTV, declarou que as denúncias mais recentes são semelhantes às anteriores, com o professor manipulando os alunos para ganhar sua confiança e, posteriormente, praticar abusos sob o pretexto de realizar rituais de purificação.

Denúncias no Colégio Rio Branco

O programa “Fantástico”, da TV Globo, trouxe à tona, no início de agosto, denúncias de outros 22 ex-alunos que alegam ter sido vítimas de Veiga Filho nos anos 1990, durante seu período como professor no Colégio Rio Branco. A instituição confirmou que o professor foi desligado em 2003, como parte de uma reestruturação interna.

Em nota, o Colégio Rio Branco, mantido pela Fundação de Rotarianos de São Paulo, expressou consternação e indignação com os relatos, ressaltando que repudia veementemente qualquer tipo de abuso. A instituição afirmou estar empenhada em assegurar que todas as alegações sejam devidamente investigadas.

A Fundação também destacou que há anos mantém um canal de Ouvidoria para receber denúncias, mas que, até o momento, não havia registros de reclamações relacionadas aos fatos mencionados.

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