Manaus (AM) – Em seu perfil no Instagram, o paramédico Matheus Paz, do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), detalhou as complexas manobras de reanimação realizadas para tentar salvar a vida da jovem Ingrid Pinto de Souza, 20 anos, vítima fatal de um acidente na Avenida Rodrigo Otávio, na noite de segunda-feira (18).
O profissional respondeu a críticas sobre o atendimento no acidente e deu uma aula sobre a diferença entre salvar vidas dentro e fora do hospital.
“Obrigado também pelas críticas que fazem com que a gente melhore, que a gente reflita, veja onde a gente pode estar errando”, disse Paz, em um vídeo gravado na manhã desta terça-feira (19). “Só para deixar claro aos críticos: o intra-hospitalar é diferente do extra-hospitalar“.
Jovem sofreu múltiplos traumas no acidente
O paramédico explicou que a vítima do acidente chegou a apresentar “gaspo” (respiração agônica), parada respiratória e, em seguida, parada cardiorrespiratória (PCR). Ingrid era uma paciente “poli-traumatizada”, com fraturas expostas em fêmur, tíbia, fíbula, pelve e uma grave laceração na virilha que causava sangramento ativo.
“Então, por onde você deve começar?”, questionou. “Você tem que repor volume, tem que conter esse sangramento. Devemos ali fechar a torneira para poder começar o protocolo”.
A expressão “fechar a torneira” é usada pelos socorristas para se referir ao controle de hemorragias antes de iniciar as compressões cardíacas. “Que adianta a gente comprimir e não fechar a torneira que vai continuar perdendo volume?”, explicou.
Veja momento que vítima é socorrida
A equipe fez imobilizações rápidas, controle de hemorragia e depois iniciou a RCP (Reanimação Cardiopulmonar).
A vítima do acidente foi atendida por uma unidade de suporte avançado (USA) e chegou a ser reanimada dentro da ambulância, mas foi entregue em estado gravíssimo no Hospital e Pronto-Socorro 28 de Agosto, onde outras manobras intra-hospitalares foram realizadas – sem sucesso.
O relato técnico de Matheus Paz revela a complexidade dos atendimentos em cenários de trauma violento, onde mesmo os protocolos mais bem executados podem não ser suficientes contra lesões catastróficas.
O caso reforça a importância dos equipamentos de segurança, como capacetes, que não estavam sendo usados pela vítima nem pelo condutor no momento do acidente.
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