Brasil – Um boletim divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) neste mês indica cenário de alerta para síndromes gripais em 18 estados brasileiros e no Distrito Federal. Parte dessas regiões apresenta risco elevado para casos graves, com tendência de crescimento nas próximas semanas.
De acordo com o levantamento, ao menos 13 unidades federativas registram aumento nas notificações. Entre os vírus identificados nos casos positivos, o rinovírus aparece com maior frequência, seguido pela Influenza A e pelo vírus sincicial respiratório (VSR).
O VSR tem preocupado autoridades de saúde por atingir principalmente bebês, idosos e pessoas com imunidade comprometida. A infecção pode variar de sintomas leves até quadros respiratórios mais severos, que exigem internação.
A transmissão ocorre por meio de gotículas respiratórias e contato com superfícies contaminadas. Entre os sinais mais comuns estão tosse, coriza, febre e congestão nasal, podendo evoluir para dificuldade respiratória em casos mais graves.
O diagnóstico, na maioria das vezes, é clínico, mas pode ser confirmado por exames laboratoriais em situações mais complexas. Não há tratamento específico para o vírus, sendo adotadas medidas de suporte conforme a gravidade do quadro.
Recentemente, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a ampliação do uso de uma vacina contra o VSR para adultos a partir de 18 anos. O imunizante já era aplicado anteriormente em pessoas com 60 anos ou mais.
No Sistema Único de Saúde (SUS), estratégias de prevenção incluem a vacinação de gestantes, que permite a transferência de anticorpos ao bebê, além da oferta de anticorpos monoclonais para crianças com maior risco.
Autoridades de saúde reforçam a importância de medidas preventivas, como higienização das mãos, evitar contato com pessoas doentes e manter ambientes ventilados, especialmente para proteger grupos mais vulneráveis.
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