Brasil – O ministro da Justiça, Flávio Dino, disse, nesta quarta-feira (16), que vai checar as imagens do Ministério da Justiça a fim de verificar se há novas imagens do prédio durante o 8 de janeiro, e disse que não tem nada a esconder. A fala de Flávio Dino foi feita durante entrevista a Rádio CBN.
A declaração foi feita no dia seguinte a uma cobrança de parlamentares da oposição e do presidente da CPMI do 8 de Janeiro, deputado federal Arthur Maia (União-BA), pelo fornecimento de todas as imagens do Ministério na data dos atos criminosos em Brasília.
Na ocasião, Arthur Maia que o não envio dessas imagens à CPI era uma forma de desmoralizar o que está sendo investigado na Comissão.
“Eu não posso aceitar que as partes que sejam objeto de determinado requerimento simplesmente tenham o direito de dizer: eu não vou atender, porque se isso for feito e nós adotarmos, aceitarmos passivamente esse tipo de comportamento, esta CPMI mais do que fadada ao fracasso, está condenada ao ridículo”, disse Arthur Maia naquela ocasião.
Mais imagens
O ministro afirmou, nesta terça, que a oposição “desde o dia 9 de janeiro tenta criar uma cortina de fumaça para esconder os responsáveis, que são as pessoas que quebraram, financiaram e organizaram o golpe de Estado”, com a depredação dos prédios públicos da Praça dos Três Poderes.
“Eles pediram [as imagens] do Ministério da Justiça. Eu pedi autorização do Supremo [Tribunal Federal] porque há um inquérito policial, o ministro Alexandre [de Moraes] autorizou. Eu pedi para a Polícia Federal, que efetivamente entregou. Eles dizem que estão faltando imagens, vão formalizar isso e nós vamos ver se há outras imagens”, justificou Flávio Dino diante da negativa de divulgação das imagens complementando que não há nada a esconder sobre os atos golpistas.
“Não temos nada, absolutamente nada a esconder em relação a isso, porque nós fomos as vítimas. […] Então, na verdade, é uma conduta de amigo de terrorista, conduta de quem quer proteger terrorista. Eu lamento. Sei que não vai dar em nada, mas lamento e claro que vamos prestar os esclarecimentos necessários”, completou.
Pedido da CPMI
A Presidência da CPMI encaminhou, nessa segunda-feira (14), um pedido das imagens ao Supremo Tribunal Federal (STF), por meio de um embargo de declaração, solicitando ao ministro Alexandre de Moraes que manifeste sobre a decisão na entrega das imagens da sede do Ministério da Justiça à Comissão.
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