Manaus (AM) – O grupo político da pré-candidata ao Governo do Amazonas, Maria do Carmo (PL), se posicionou sobre as recentes imagens registradas durante agenda no município de Itamarati, no interior. Foram divulgados vídeos e fotos em que a pré-candidata aparece ao lado de Emilly Beatriz Souza da Cruz, de 24 anos, que responde judicialmente por envolvimento com o tráfico de drogas na região. As informações são do BNC Amazonas.
Tanto a pré-candidata quanto o PL afirmam que o encontro não havia sido planejado. Emilly Beatriz, que aparece nos registros sendo apresentada como uma “liderança jovem”, foi alvo de mandado de prisão preventiva em 2023 por crimes tipificados na Lei de Drogas (Lei 11.343). O processo também envolve seu marido, Francisco de Paulo de Lima Castilho, que permanece foragido.


O envolvimento de Emilly Beatriz Souza da Cruz com o Partido Liberal não é recente. Nas eleições de 2024, quando tentou disputar a prefeitura local, ela teve sua convenção cancelada pelo presidente estadual do PL, Alfredo Nascimento. Na ocasião, o dirigente fundamentou a decisão em “fatos desabonadores”, mencionando que a jovem estava foragida da Justiça.

Apesar de ter sido considerada “inapta” inicialmente pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AM), Emilly conseguiu reverter o impedimento judicialmente. Ela disputou o pleito e conquistou 26,93% dos votos válidos, o que explica sua circulação atual como figura política na região, embora o partido tenha tentado barrar sua ascensão anteriormente por conflitar com os ideais da legenda.
Dinâmica de Eventos Públicos
A assessoria jurídica e de comunicação da pré-candidata argumenta que as interações ocorreram em ambiente de praça pública, onde a participação é livre e não há controle de acesso individual. Segundo a nota, a natureza das atividades políticas de massa impossibilita uma triagem prévia de cada cidadão que solicita fotos ou diálogos. O PL reforçou que não existe vínculo formal entre a organização do partido e os indivíduos citados nas investigações.

Maria do Carmo classificou como “estranheza” a repercussão do caso. Em sua defesa, a pré-candidata sustenta que o foco em registros fotográficos em locais abertos seria uma tentativa de desviar o debate público de problemas estruturais do estado, como: Irregularidades na gestão da saúde pública; Crimes de desvios de recursos; Escândalos envolvendo o enriquecimento de familiares de agentes políticos.
Providências Jurídicas
O Partido Liberal anunciou que monitora a divulgação do caso e pretende acionar o Judiciário contra o que define como “informações distorcidas”. A equipe jurídica da sigla afirma que medidas serão tomadas para responsabilizar quem, segundo eles, utiliza os episódios para interferir no processo eleitoral e manchar a imagem da pré-candidata diante do seu desempenho nas pesquisas de intenção de voto.
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