França e Espanha enfrentam protestos ligados à educação e à moradia

Especial Publicitário

Mundo – Manifestações envolvendo estudantes e questões sociais mobilizaram diferentes cidades da França e da Espanha. Na França, jovens protestaram contra problemas no sistema educacional, enquanto, na Espanha, atos foram realizados após o Parlamento rejeitar duas medidas apresentadas pelo governo para enfrentar a crise habitacional.

Na França, os protestos começaram na semana anterior e alcançaram escolas de diversas regiões. Segundo as autoridades, 564 unidades de ensino tiveram o funcionamento afetado. Em Paris e Estrasburgo, houve confrontos entre manifestantes e forças de segurança, além de episódios de depredação e incêndios de barricadas.

Entre as reivindicações dos estudantes estão a redução da carga horária, a falta de professores e a ausência de profissionais para substituir docentes afastados. Os manifestantes também questionam as condições das escolas e o volume de atividades exigidas dentro e fora das salas de aula.

Em Paris, estudantes bloquearam a entrada de uma escola e exibiram cartazes com mensagens relacionadas às condições de ensino e à atuação policial.

A mobilização também provocou uma resposta das autoridades. O ministro da Educação, Édouard Geffray, manteve reuniões com sindicatos e organizações estudantis, mas não houve acordo. Os representantes dos estudantes anunciaram a continuidade dos atos e convocaram novas manifestações.

Segundo o Ministério do Interior, 1.747 pessoas foram detidas somente na sexta-feira (2/10). Desde segunda-feira (28/9), o número de detenções ultrapassou 5 mil. As autoridades também informaram feridos entre policiais, funcionários da Educação e estudantes.

O governo francês afirmou reconhecer o direito de manifestação, mas condenou os episódios de violência. O ministro da Justiça, Gérald Darmanin, declarou que pretende responsabilizar pais por danos provocados pelos filhos durante os protestos.

Crise de moradia mobiliza espanhóis

Na Espanha, a insatisfação está relacionada ao custo da moradia. Milhares de pessoas acompanharam, do lado de fora do Congresso, a votação de duas propostas apresentadas pelo governo de Pedro Sánchez para enfrentar a crise habitacional.

As duas medidas foram rejeitadas pelos deputados. A primeira recebeu 178 votos contrários e 172 favoráveis. Pouco depois, o segundo decreto também foi derrotado, por 184 votos a 166.

Os textos tratavam de medidas destinadas a inquilinos em situação de vulnerabilidade e previam, entre outras ações, a renovação automática de contratos de aluguel. Também havia propostas relacionadas a despejos e à atuação de empresas que compram imóveis para obter retorno financeiro.

A votação ocorreu após uma série de manifestações sobre o preço dos aluguéis. O movimento ganhou força depois do despejo de uma mulher de 87 anos que morava havia décadas em um imóvel em Madri.

Do lado de fora do Congresso, manifestantes acompanharam a sessão e cobraram novas medidas do governo. Com a derrota dos decretos, partidos de oposição voltaram a defender a antecipação das eleições legislativas, atualmente previstas para 2027.

O governo de Sánchez, porém, não anunciou mudança no calendário eleitoral.

Leia mais:

Tags:
Compartilhar Post:
Especial Publicitário
Banner TCE
Manaus é Chibata