Manaus (AM) – Motoristas de Manaus encontraram o litro da gasolina mais caro nesta semana, com postos elevando o preço de R$ 6,99 para até R$ 7,29. O reajuste de R$ 0,30 chamou a atenção dos órgãos de fiscalização, que iniciaram apurações para verificar se houve justificativa para a alta aplicada ao consumidor.
O Instituto de Defesa do Consumidor do Amazonas (Procon-AM) informou que solicitou esclarecimentos à Refinaria da Amazônia (Ream) para identificar os fatores que motivaram o aumento. Em resposta, a empresa afirmou que não realizou reajuste no valor da gasolina comercializada aos postos, indicando que o combustível continua sendo vendido pelo mesmo preço às distribuidoras e revendedores.
Segundo o Procon-AM, a Ream é uma empresa privada desde 2022 e possui política comercial própria, sem vínculo com a política de preços da Petrobras ou do Governo Federal. O órgão destacou que está reunindo informações junto aos envolvidos e avaliará a adoção das medidas cabíveis, caso sejam identificadas irregularidades.
Enquanto parte dos estabelecimentos reajustou os preços, outros mantiveram o valor anterior, o que reforçou a necessidade de apuração sobre a diferença praticada no mercado local.
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) também intensificou a fiscalização em postos da capital amazonense. As equipes estão recolhendo notas fiscais de aquisição dos combustíveis e cupons fiscais das vendas para verificar se houve elevação abusiva dos preços, conforme os critérios previstos na Resolução ANP nº 1.005/2026.
Se forem constatadas irregularidades, os estabelecimentos poderão responder a processo administrativo e sofrer multas que variam de R$ 50 mil a R$ 500 milhões, de acordo com a gravidade da infração e o porte da empresa. Caso haja indícios de violação à ordem econômica, os processos também poderão ser encaminhados ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
No cenário nacional, medidas que poderiam impactar o preço da gasolina seguem em discussão. O governo federal adiou o encerramento do subsídio de R$ 0,44 por litro após a nova valorização do petróleo no mercado internacional, influenciada pela escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã.
Além disso, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou o aumento temporário da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina, passando de 30% para 32% pelo período inicial de 180 dias. De acordo com o Ministério de Minas e Energia, a medida busca reduzir a dependência das importações de gasolina e diminuir os impactos das oscilações do mercado internacional sobre o abastecimento do país.
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