Manaus (AM) — Um golpe sofisticado de falsificação de certificados de armas de fogo, que operava como um “despachante fantasma” nas redes sociais, foi desmantelado pela Polícia Civil do Amazonas (PC-AM).
A operação resultou na prisão preventiva de Anderson Jacksi Melo Lima e Erick Gabriel Medeiros da Silva, acusados de aplicar golpes que variavam entre R$ 5 mil e R$ 10 mil por vítima. A reportagem teve acesso a detalhes da investigação, revelados pelo delegado Cícero Túlio em coletiva nesta sexta-feira.
O mecanismo do golpe
Os suspeitos criavam empresas de fachada e anúncios em redes sociais, oferecendo serviços de emissão de certificados de registro de armas e intermediação de vendas. O golpe funcionava em etapas:
Isca digital: Vitimas (em sua maioria atiradores esportivos) eram atraídas por propagandas de despachantes “especializados”. Após receberem o pagamento, os criminosos emitiam certificados falsos, com QR Codes que redirecionavam para registros de terceiros.
Sumiço estratégico: Quando as vítimas iam em lojas credenciadas e descobriam ter caído em um golpe, os golpistas fechavam a empresa e reabriam em outro nome, repetindo o ciclo.
“Eles não tinham armas. Era tudo mentira”, afirmou o delegado.
Prisão e histórico criminal
A dupla foi presa no bairro Nova Cidade, em Manaus, após dois meses de investigações. Anderson já havia sido detido no fim de 2023 pelo mesmo golpe, enquanto Erick atuava como “laranja” para receber parte dos valores.
Um vídeo divulgado pela PC-AM mostra o momento em que os dois chegam ao 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP).
Até agora, seis pessoas formalizaram queixas, mas a polícia identificou dezenas de BOs com padrões semelhantes. Com a divulgação do caso, mais vítimas devem surgir.
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