Brasil – Um clima de guerra tomou conta do Morro do Dendê, na Ilha do Governador, Zona Norte do Rio, nesta segunda-feira (18). Criminosos ligados ao TCP (Terceiro Comando Puro) sequestraram pelo menos 13 ônibus, os incendiaram e os usaram como barricadas para impedir o avanço da Polícia Militar.
As principais vias de acesso, como a Estrada da Cacuia e a Avenida Paranapuã, foram bloqueadas, enquanto traficantes ordenaram o fechamento de comércios na região.
A PM iniciou uma operação de grande escala às 5h da manhã, mobilizando cinco batalhões — incluindo equipes do 3° BPM (Méier), 17° BPM (Ilha do Governador) e 22° BPM (Maré).

O objetivo era desarticular o grupo criminoso que controla a área, liderado por Mário Henrique Paranhos de Oliveira, o “Neves”, 41 anos, chefe do morro e um dos alvos da ação.
Os confrontos foram intensos. Criminosos escondidos em uma casa chegaram a atacar as equipes policiais com granadas, segundo relato do tenente-coronel Marcos André, comandante do 17º BPM.
“Houve uma breve negociação, e os quatro se renderam”, afirmou. No total, oito criminosos foram presos — quatro dentro da comunidade e outros quatro envolvidos nos sequestros dos ônibus — além da apreensão de dois menores e de um fuzil.
Enquanto a PM avançava, os bandidos incendiaram ainda caçambas de lixo para dificultar o acesso às comunidades. Moradores relataram pânico com os tiroteios e as barricadas em chamas. A situação expõe a escalada de violência no Rio, onde facções usam táticas de guerrilha para desafiar o poder público.
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À medida que a operação continua, a tensão persiste. A população aguarda um desfecho, enquanto as chamas dos ônibus carbonizados iluminam o cenário de caos no Morro do Dendê.
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