Brasil – A recente decisão dos Estados Unidos de carimbar o PCC e o Comando Vermelho como grupos terroristas ligou o alerta no Ministério da Fazenda do Brasil. O ministro em exercício, Dario Durigan, alertou que a medida abre espaço para que a justiça americana puna de forma indireta o sistema financeiro do país.
O grande temor do governo é que o Pix sofra algum tipo de bloqueio ou restrição internacional sob o argumento de que a ferramenta, por ser rápida e aberta, facilita o envio de dinheiro para os criminosos.
Na prática, a pressão vai cair direto no colo dos bancos e das fintechs nacionais. Para não perderem o contato com o mercado global e com o dólar, as instituições financeiras terão que apertar severamente a fiscalização sobre as contas e transferências dos clientes.
De acordo com a Associação Brasileira de Bancos (ABBC), essa marcação mais fechada vai exigir novos investimentos em tecnologia e monitoramento, o que deve encarecer os custos operacionais das empresas do setor.
O nó da questão está em uma grande diferença na lei dos dois países: o Brasil define terrorismo por motivações políticas ou religiosas, tratando o PCC e o CV como facções criminosas focadas no lucro. Ao misturar esses conceitos, o cenário gera insegurança jurídica e mexe com o bolso do brasileiro de forma imediata.
O mercado reage com desconfiança, o que afasta investidores estrangeiros, gera instabilidade na bolsa de valores e joga mais pressão para a alta do dólar.
Para tentar blindar a economia, o Ministério da Fazenda já correu para abrir canais de conversa no exterior e defender a soberania do Pix. Nos bastidores do governo, a leitura é de que a reação americana também envolve fortes interesses comerciais, já que o Pix tirou muito espaço do mercado de grandes bandeiras de cartões dos EUA.
O foco do governo agora é garantir que o cidadão comum continue usando a ferramenta no dia a dia sem nenhum tipo de barreira internacional.
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