Brasil – Um caso inusitado e impressionante chamou atenção da equipe médica do Hospital Maternidade Abel Belarmino de Amorim, na cidade de Almino Afonso, interior do Rio Grande do Norte, nesta sexta-feira (23). Um homem de 63 anos, identificado como Francisco Dário de Paiva, foi submetido a uma cirurgia para retirada de 29 pedras da bexiga, algumas com até 4 centímetros de diâmetro.
Segundo o hospital, o procedimento foi bem-sucedido, e o paciente está se recuperando bem, com previsão de alta a partir deste sábado (24). Francisco é morador da zona rural de Pau dos Ferros e sofria há cerca de seis meses com fortes dores abdominais e dificuldades urinárias.
“Foi uma surpresa para todos, até os médicos ficaram espantados com a quantidade e o tamanho das pedras”, contou o cunhado do paciente, José Ademar, que o acompanhava no hospital. A tomografia feita no mês passado já indicava uma grande concentração de cálculos na bexiga, mas a dimensão do problema só ficou clara durante a cirurgia.
De acordo com George Amorim, da administração do hospital, o procedimento integra o programa de redução de filas do estado. “É um tipo de cirurgia que já realizamos, mas nunca com essa quantidade. As pedras eram grandes e ocupavam quase toda a bexiga”, relatou.
Francisco foi internado na última quinta-feira (22) e, no dia seguinte, passou pelo procedimento. A cirurgia durou algumas horas e mobilizou a equipe da unidade, que relatou nunca ter visto um caso semelhante.
Morador de uma comunidade rural próxima à BR-226, Francisco enfrentou meses de sofrimento até conseguir o atendimento especializado. “Ele estava muito debilitado e preocupado. A dor era constante. A gente agradece que agora ele conseguiu fazer a cirurgia e está se recuperando”, disse o cunhado.
No hospital, a notícia da quantidade de pedras removidas se espalhou rapidamente e despertou a curiosidade de outros pacientes e funcionários. “Foi um caso que marcou a rotina aqui. Todo mundo ficou impressionado”, concluiu George Amorim.
As pedras retiradas foram encaminhadas para análise, e o paciente deve seguir em acompanhamento para evitar novas formações.
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