Argentina – Um dos maiores incêndios florestais registrados nos últimos anos na Patagônia argentina já consumiu aproximadamente 3.500 hectares de campo e floresta nativa e provocou a evacuação de mais de 3 mil turistas e moradores, segundo autoridades da província de Chubut, no sul do país.
O fogo teve início na última segunda-feira (05) nas proximidades do balneário de Puerto Patriada, localidade andina com aproximadamente 50 habitantes permanentes, situada a aproximadamente 1.700 quilômetros a sudoeste de Buenos Aires, às margens do lago Epuyén.
Em poucas horas, as chamas se espalharam rapidamente, impulsionadas pela seca extrema e por ventos fortes, atingindo morros e áreas de mata nativa.
De acordo com o governador de Chubut, Ignacio Torres, o incêndio foi provocado de forma intencional, com o uso de acelerantes, conforme apontaram investigações conduzidas pelo Ministério Público.
“Já afetou 3.500 hectares de campo e floresta nativa. Os miseráveis que atearam fogo vão terminar presos”, afirmou.
Até o momento, ao menos 10 residências foram destruídas, e oito famílias da região de Coihue, próxima à localidade de Epuyén, também precisaram deixar suas casas por precaução. Grandes nuvens de fumaça cobrem a paisagem andina, antes marcada por forte apelo turístico.
O diretor de incêndios do Parque Nacional Los Alerces, Ariel Amthauer, alertou que o cenário já era considerado crítico desde o ano passado.
Segundo ele, a província enfrenta um déficit histórico de precipitações de aproximadamente 50%, o que comprometeu inclusive as fontes de água utilizadas no combate ao fogo.
“Muitos dos córregos dos quais obtemos água estão secos, e algumas lagoas atingiram níveis mínimos”, explicou.
Além de Chubut, outros focos de incêndio atingem as províncias patagônicas de Neuquén, Río Negro e Santa Cruz, conforme informou a Agência Federal de Emergências. Centenas de brigadistas atuam no combate às chamas, com apoio de helicópteros e aviões-tanque.
Como forma de acelerar as investigações, o governo provincial anunciou uma recompensa de aproximadamente R$ 182 mil (50 milhões de pesos argentinos) para quem fornecer informações que levem à identificação dos responsáveis pelo incêndio.
O episódio ocorre aproximadamente ano após os piores incêndios florestais das últimas três décadas na Patagônia, quando aproximadamente 32 mil hectares foram destruídos.
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