Mundo – O líder norte-coreano Kim Jong-un foi reeleito secretário-geral do Partido dos Trabalhadores da Coreia, principal legenda e centro do poder político da Coreia do Norte. A decisão foi anunciada pela agência estatal KCNA na última segunda-feira (23), após deliberação no nono congresso do partido, realizado em Pyongyang.
Segundo a mídia oficial, a permanência de Kim no cargo ocorreu “de acordo com a vontade inabalável e o desejo unânime” dos membros da legenda.
O congresso reúne aproximadamente 5 mil delegados e é considerado o maior e mais importante evento político do regime, sendo realizado, em regra, a cada cinco anos.
Além da reeleição, os delegados também escolheram novos integrantes do Comitê Central e aprovaram revisões nas regras partidárias.
A KCNA não detalhou as mudanças na Carta do partido, mas indicou que alguns integrantes importantes teriam sido excluídos da nova composição do comitê, sinalizando possíveis ajustes internos na elite política.
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Promessas econômicas e desafios
Durante o discurso de abertura do congresso, na última quinta-feira (19), Kim afirmou que o país superou um período de estagnação e alcançou metas econômicas nos últimos cinco anos. Ele prometeu elevar os padrões de vida da população, que enfrenta dificuldades agravadas por sanções internacionais.
“Hoje, nosso partido enfrenta tarefas históricas difíceis e urgentes: impulsionar o desenvolvimento econômico e elevar o padrão de vida do povo”, declarou o líder, segundo a agência estatal.
Apesar do discurso otimista, a própria liderança já reconheceu, em ocasiões anteriores, falhas em planos econômicos passados.
Em 2021, durante o oitavo congresso, Kim admitiu que metas não foram atingidas em “quase todos os setores” e apresentou um novo plano quinquenal até 2025.
O que é o congresso do partido?
De acordo com o estatuto do Partido dos Trabalhadores da Coreia, o congresso é o “órgão supremo” da sigla — ou seja, a instância máxima de decisão política do país. O encontro define diretrizes estratégicas nas áreas econômica, militar e diplomática, além de reorganizar cargos da elite governante.
O evento também é responsável por eleger o secretário-geral, posto que concentra amplos poderes e reforça a liderança do chefe de Estado.
O cargo foi formalmente instituído em 2016, substituindo a função de presidente do partido, como forma de consolidar a autoridade de Kim, que assumiu o comando do país em 2011, após a morte de seu pai, Kim Jong-il.
Relações externas
Após o anúncio da reeleição, o presidente da China, Xi Jinping, enviou mensagem de congratulação a Kim, classificando o momento como um novo capítulo nas relações bilaterais e reiterando a amizade entre os dois países.
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