Líder do Hamas anuncia fim permanente da Guerra em Gaza

Em pronunciamento televisionado, líder do grupo declarou cessar-fogo permanente e citou garantias dos EUA e mediadores.
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(Foto: Reprodução)

Mundo – O líder do Hamas anunciou, nesta quinta-feira (9), um acordo para o fim permanente da guerra com Israel. A declaração foi feita por Khalil al-Hayya, um dos principais membros da cúpula do grupo e chefe de sua delegação de negociadores, em um discurso televisionado.

Al-Hayya afirmou que o Hamas recebeu garantias dos Estados Unidos da América (EUA), de mediadores árabes, Catar e Egito, e da Turquia de que o conflito na Faixa de Gaza chegou ao fim definitivo.

“Hoje, anunciamos que chegamos a um acordo para pôr fim à guerra e à agressão contra nosso povo e iniciar a implementação de um cessar-fogo permanente, a retirada das forças de ocupação, a entrada de ajuda humanitária”, declarou al-Hayya.

Posicionamento Internacional

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou o avanço das negociações. Em reunião na Casa Branca, ele afirmou que a libertação dos reféns mantidos pelo Hamas pode ocorrer na próxima segunda (13) ou terça-feira (14).

Trump também declarou sua intenção de viajar para o Oriente Médio para celebrar o acordo.

“Acho que será uma paz duradoura, espero que seja uma paz eterna. Paz no Oriente Médio”, disse.

“Um grande dia para Israel”, Diz Netanyahu

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, classificou o acordo como um “grande dia para Israel” em suas redes sociais, destacando a libertação dos reféns como um “sucesso diplomático e uma vitória nacional e moral”.

No entanto, o governo israelense ainda realiza reuniões internas para a aprovação oficial do tratado.

Um porta-voz afirmou que o cessar-fogo começará em até 24 horas após a ratificação. Um dos pontos de tensão é a exigência israelense de que o Hamas se desarme e deixe o governo de Gaza, uma condição que o grupo já sinalizou não aceitar.

A guerra, que começou com o ataque do Hamas a Israel em 7 de outubro de 2023, resultou na morte de mais de 1.200 israelenses e no sequestro de 251 pessoas. Do lado palestino, autoridades de Gaza relatam mais de 60 mil mortos.

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