Mundo – Os Estados Unidos realizaram, na madrugada deste sábado (3), ataques militares contra Caracas, capital da Venezuela, e outras regiões do país. Pouco depois das explosões, o governo venezuelano afirmou ter sido alvo de uma “agressão militar” e decretou estado de emergência.
Segundo informações oficiais, as explosões começaram por volta das 2h no horário local (3h em Brasília). De acordo com o governo da Venezuela, os ataques atingiram não apenas Caracas, mas também os estados de Miranda, Aragua e La Guaira.
As autoridades venezuelanas acusam os Estados Unidos de bombardearem alvos civis e militares. Até a última atualização, não havia informações confirmadas sobre feridos ou mortos.
Repercussões Mundiais
A ofensiva desencadeou forte repercussão internacional e dividiu opiniões entre líderes mundiais. Na América do Sul, o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, manifestou “profunda preocupação” com os relatos de explosões e rejeitou “qualquer ação militar unilateral” que possa agravar a tensão regional ou colocar em risco a população civil.

Petro também afirmou que rechaça a “agressão à soberania da Venezuela”, defendeu o diálogo e anunciou o reforço da fronteira colombiana para receber possíveis refugiados.
O governo do Irã condenou o ataque, classificando-o como “violação flagrante da soberania nacional e da integridade territorial” da Venezuela, e pediu ao Conselho de Segurança da ONU que aja “imediatamente” para interromper o que chamou de agressão ilegal.
A Rússia, por meio de seu Ministério das Relações Exteriores, também condenou o que descreveu como um “ato de agressão armada” dos Estados Unidos e afirmou ser essencial evitar uma nova escalada do conflito, priorizando uma saída diplomática.
Cuba afirma que foi um “Criminoso Ataque”
Cuba adotou tom ainda mais duro. O presidente Miguel Díaz-Canel denunciou um “criminoso ataque” e pediu uma reação urgente da comunidade internacional. Em publicação na rede social X, afirmou que a região, que descreveu como uma “zona de paz”, está sendo “brutalmente atacada” e acusou os Estados Unidos de praticarem “terrorismo de Estado” contra o povo venezuelano e a América Latina.

Na contramão das críticas, o presidente da Argentina, Javier Milei, comemorou publicamente a ação militar norte-americana. Em postagem no X, escreveu: “A liberdade avança. Viva a liberdade”, em tom celebratório.
Na Europa, governos adotaram uma postura cautelosa. A Alemanha informou que acompanha a situação com “grande preocupação”, mantém contato próximo com sua embaixada em Caracas e convocou uma equipe de crise para discutir o cenário.
A Itália afirmou que monitora os desdobramentos com atenção especial à comunidade italiana que vive na Venezuela e que a primeira-ministra Giorgia Meloni está sendo informada continuamente. A Espanha pediu “respeito ao direito internacional” e defendeu o freio imediato do conflito.
Em Portugal, o presidente Marcelo Rebelo de Sousa declarou que acompanha a situação em articulação com o Ministério dos Negócios Estrangeiros.
No âmbito da União Europeia, a chefe da diplomacia do bloco, Kaja Kallas, afirmou que conversou com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, sobre os ataques. Em publicação nas redes sociais, disse que Maduro “carece de legitimidade”, mas cobrou “moderação” para evitar um agravamento da crise.
Na Ásia, o presidente da Coreia do Sul, Lee Jae Myung, ordenou medidas para garantir a proteção de cidadãos sul-coreanos que estão na Venezuela e determinou que o governo se prepare para uma eventual retirada, caso a situação piore.
Paradeiro de Maduro segue Desconhecido
Enquanto Washington sustenta que a operação resultou na captura de Nicolás Maduro, o governo venezuelano não confirmou oficialmente a detenção do presidente.
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