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“Me disseram que iria ter carta branca”, diz Regina Duarte

A atriz foi nomeada nova secretária especial da Cultura.

Ao tomar posse como secretária especial da Cultura, a atriz Regina Duarte afirmou que chega ao cargo buscando a “pacificação” com o setor cultural. No discurso, a nova chefe da pasta mandou um recado ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

“O convite que me trouxe até aqui [Secretaria Especial da Cultura] falava em porteira fechada e carta branca. Não vou esquecer não, hein, presidente”, alertou.

Em um discurso performático, a nova ministra disse que pretende facilitar o diálogo entre produtores culturais com estados e municípios, Congresso e órgãos de controle.

“Meu propósito aqui é pacificação e diálogo permanente com o setor cultural, com o Parlamento e com os órgãos de controle”, disse a atriz em cerimônia no Palácio do Planalto nesta quarta-feira (04/03), que começou pouco depois das 11h.

“Sabe aquela paz que o viver entre irmãos nos dá? Então, somos mesmo todos irmãos”, disse a ministra. “Posso até passar por ingênua, mas eu acho que é possível fazer muita coisa com os recursos que se tem”, completou.

Regina Duarte contou que precisou se apoiar em muitas pessoas para aceitar o convite do presidente. “Para chegar até aqui, eu precisei me apoiar em muita gente. Quem me estendeu a mão sabe”, disse, emocionada.

“Tive muito incentivo do tipo vai, antes que um aventureiro lance mão. Me pendurei no carinho de milhares de pessoas que me agradeceram nos aeroportos, na feira, nos supermercados. Recebi aprovação de 97%. Cruzava um olhar e então vinha aquele sorrisão confiante. Eu dizia: É Bolsonaro”, comentou. “Quando não era, baixava o olhar e saia de fininho”, completou.

A nomeação da artista para a Secretaria Especial da Cultura foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) nesta quarta-feira. A mesma publicação traz demissões no alto escalão de órgãos ligados à Secretaria Especial da Cultura.

A artista foi convidada por Bolsonaro em janeiro para assumir a pasta no lugar de Roberto Alvim, demitido após parafrasear discurso de Joseph Goebbels, ministro da Propaganda do governo de Adolph Hitler, na Alemanha nazista.

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