Brasil – A Justiça do Ceará aceitou a denúncia do Ministério Público contra Antônio Victor de Araújo Ferreira, conhecido como “Moskou”, apontado como o mandante de um ataque a tiros que feriu cinco homens no bairro Barra do Ceará, em Fortaleza, no último dia 2 de maio. Outras duas pessoas também foram denunciadas e responderão pelo crime.
De acordo com as investigações, o ataque foi uma retaliação à morte das irmãs Maria Beatriz e Bianca dos Santos, assassinadas um dia antes na mesma região. Bianca, de 20 anos, era namorada de Moskou. As duas foram executadas por criminosos que chegaram pelo mar, em uma moto aquática e um bote a motor. O alvo do ataque seria o próprio Moskou, integrante da facção Guardiões do Estado (GDE), mas como ele não estava presente, as irmãs foram mortas a tiros.
Horas após o crime, Moskou fez postagens nas redes sociais lamentando a perda da namorada e prometendo que o caso “não ficaria assim”. Pouco depois, um grupo armado invadiu a região conhecida como Campo do Cruzeiro — área controlada por uma facção rival — e abriu fogo contra as pessoas que estavam no local. Cinco homens, com idades entre 25 e 68 anos, ficaram feridos, três deles em estado grave.
Segundo relatório da Polícia Civil, Moskou teria ordenado a ação como forma de vingança. “É sabido que Moskou exerce uma forte influência e possui enorme respeito na GDE. Uma ordem vinda dele seria facilmente acatada pela facção, especialmente diante da morte das adolescentes”, destaca o documento.
Preso no mesmo dia do ataque, Moskou negou ter mandado executar o atentado. Em depoimento, afirmou que suas declarações públicas tinham como objetivo “chamar atenção das autoridades por justiça”.
Outro suspeito, Igor Rodrigues da Cruz, de 28 anos, foi detido após dar entrada ferido no Instituto Dr. José Frota (IJF), vítima de disparo de arma de fogo nas costas. No hospital, confessou participação no ataque, embora alegue que não atirou, apenas acompanhava o grupo no veículo. Igor já responde por roubo de veículo e corrupção de menores e segue internado sob escolta policial.
A Polícia Civil continua as investigações para identificar todos os envolvidos no ataque e elucidar completamente a sequência de crimes ligados à disputa entre facções na capital cearense.
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