Narrador da Band, Sérgio Maurício, apaga perfil nas redes após ataques transfóbicos e racistas

Narrador da Band, Sérgio Maurício, apaga perfil nas redes após comentários racistas, acumulando polêmicas e críticas
Especial Publicitário
Foto: Reprodução

BRASIL – O narrador esportivo Sérgio Maurício, conhecido por sua passagem pela Band e por comandar as transmissões de Fórmula 1, apagou seu perfil na rede X (antigo Twitter) após uma série de polêmicas envolvendo comentários transfóbicos, racistas e misóginos. Bolsonarista e declarado apoiador do ex-procurador da Lava Jato Deltan Dallagnol, cujo mandato de deputado federal foi cassado, Maurício vinha acumulando controvérsias em suas redes sociais.

Neste domingo (23), o narrador fez um ataque transfóbico à deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), referindo-se a ela como “uma verdadeira fake news humana”. O comentário foi feito em resposta a uma publicação de um influenciador bolsonarista que atacava a parlamentar, questionando sua identidade de gênero e sua relação com a negritude. A postagem ofensiva gerou forte repercussão, levando Maurício a deletar seu perfil na plataforma.

Foto: Reprodução

Histórico de polêmicas
Sérgio Maurício já havia se envolvido em outras situações polêmicas. Em 2024, ao comentar uma discussão entre o piloto Lewis Hamilton e Mohammed Ben Sulayem, presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), o narrador minimizou as críticas de Hamilton sobre uma possível declaração racista de Sulayem. Ele afirmou que o piloto inglês, único negro na Fórmula 1, “surfou” no discurso antirracista para ganhar visibilidade.

Hamilton havia rebatido as declarações de Sulayem, que criticou o uso de palavrões pelos pilotos durante as corridas, associando-os ao estilo “rapper”. O piloto destacou que a fala do presidente da FIA carregava um estereótipo racial, já que a maioria dos rappers são negros. Maurício, no entanto, ironizou a posição de Hamilton, afirmando que ele “exagerou” e aproveitou a situação para “surfar” na causa antirracista.

Além disso, o narrador já havia feito comentários misóginos em suas redes sociais, atacando a primeira-dama Janja e a empresária Luiza Trajano, dona da rede Magalu. Em um dos posts, ele escreveu: “Vai dar 1/2 hora de b… dona Magalu que rima com c…”.

Repercussão e silêncio
Após a onda de críticas gerada pelos ataques transfóbicos a Erika Hilton, Sérgio Maurício optou por apagar seu perfil na rede X. A Band, emissora onde trabalha, ainda não se pronunciou sobre o caso. Enquanto isso, a deputada Erika Hilton, que já enfrentou diversas ameaças e ataques transfóbicos e racistas, segue sendo alvo de fake news e discursos de ódio, mas também acumula apoio de milhões de pessoas nas redes sociais.

O caso reacende o debate sobre a responsabilidade de figuras públicas nas redes sociais e a necessidade de combater discursos de ódio, racismo, transfobia e misoginia. A postura de Maurício, que já havia declarado “luto” com a cassação de Deltan Dallagnol, reforça a polarização política no país e a instrumentalização de discursos discriminatórios como forma de ataque a adversários.

Enquanto isso, a sociedade civil e movimentos sociais seguem pressionando por ações mais firmes contra esse tipo de comportamento, tanto por parte das empresas de comunicação quanto das plataformas digitais.

Leia mais :

Receba notícias do Portal Tucumã no seu WhatsApp e fique bem informado!
CLIQUE AQUI: https://cutt.ly/96sGWrb

Tags:
Compartilhar Post:
Especial Publicitário
Banner TCE
Manaus é Chibata