Brasília-DF — A Polícia Federal informou neste domingo (13) que mantém sob sua custódia os dados originais extraídos do celular de Daniel Vorcaro, empresário e dono do extinto Banco Master. A corporação também afirmou que pode encaminhar cópias completas do conteúdo aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) que solicitaram acesso.
Cópias podem ser enviadas aos ministros
Em documento encaminhado ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, a PF explicou que possui condições técnicas para produzir imediatamente novas cópias idênticas da extração realizada no aparelho.
O envio, segundo a corporação, deverá seguir as determinações estabelecidas pela Corte e as medidas de proteção relacionadas ao sigilo das informações.
Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Cristiano Zanin estão entre os ministros que solicitaram acesso ao material.
Arquivo enviado a Mendonça não era o original
A PF também esclareceu uma questão envolvendo o gabinete do ministro André Mendonça. De acordo com a corporação, o conteúdo encaminhado ao magistrado em março deste ano era uma cópia da extração e não o material original.
A instituição ressaltou que os dados originais nunca deixaram sua custódia. A cópia teria sido produzida e enviada após solicitação do próprio gabinete de Mendonça, conforme registros do processo administrativo.
Celular foi apreendido em operação
O aparelho de Vorcaro é um iPhone 17 Pro, apreendido em 18 de novembro de 2025 durante a primeira fase da Operação Compliance Zero.
O telefone passou por perícia no Setor Técnico-Científico da Superintendência Regional da Polícia Federal em São Paulo. O procedimento resultou em um laudo elaborado no dia seguinte à apreensão.
Caso provoca tensão dentro do STF
O acesso ao conteúdo do celular ganhou importância após a divulgação de conversas entre Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes. Os pedidos dos magistrados ocorrem antes da sessão marcada para terça-feira (15), quando o plenário do STF deverá analisar o relatório produzido pela PF sobre o caso.
A divulgação das mensagens provocou um conflito interno na Corte, envolvendo Moraes e Mendonça. No decorrer da disputa, houve acusações relacionadas à atuação da Polícia Federal e à produção de relatórios de inteligência.
O presidente do STF, Edson Fachin, passou a concentrar diferentes frentes relacionadas ao caso e adotou medidas para tentar conter o embate entre os ministros.
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