PGR sugere troca de prisão por uso de tornozeleira a ex-ministro da Justiça

A decisão foi divulgada quatro dias após Alexandre de Moraes ter feito pedido para considerar a opinião do Órgão
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(Foto: Marcelo Camargo/Agencia Brasil)

Brasil – A Procuradoria-Geral da República (PGR) manifestou, nesta segunda-feira (17), parecer que sugere a substituição da prisão do ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública, Anderson Torres, pelo uso de tornozeleira eletrônica. A decisão foi divulgada quatro dias após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, ter feito pedido para considerar a opinião do Órgão.

Em documento, o subprocurador-geral da República, Carlos Frederico Santos, frisou que a prisão de Torres foi fundamental para não comprometer provas como a “Minuta do Golpe”, que foi apreendida na casa do ex-secretário. No entanto, o estabelecimento de medidas restritivas, como a monitoração eletrônica, são providências mais adequadas ao caso, considerando o progresso das investigações.

O Ministério Público Federal (MPF) avalia que a substituição por tornozeleira deve ser efetivada com a proibição de o réu se ausentar do DF; proibição de manter contato com os demais investigados; além do afastamento do cargo de delegado da Polícia Federal – sugestão considerada relevante, pelo subprocurador-geral, em virtude da possibilidade de utilização do cargo para promoção de alteração do curso das investigações que remetem aos atos antidemocráticos ocorridos em janeiro.

“[…]sobretudo considerando o grave contexto dos fatos investigados e a posição do requerente nos quadros da Administração Pública, que pode se utilizar de sua influência política para influenciar o andamento da apuração”, defendeu o subprocurador-geral.

Veja também:

A vice-procuradora-geral da República, Lindôra Araújo, denunciou hoje (17) o senador Sergio Moro (União-PR) ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo crime de calúnia.

Em vídeo divulgado nas redes sociais no último fim de semana, Moro aparece em uma conversa com pessoas não identificadas. Durante o diálogo, o parlamentar afirmou: “Não, isso é fiança, instituto…para comprar um habeas corpus do Gilmar Mendes”. 

Para Lindôra Araújo, Moro acusou o ministro de “negociar a compra e a venda de decisão judicial para a concessão de habeas corpus”.

“Ao atribuir falsamente a prática do crime de corrupção passiva ao ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes, o denunciando agiu com a nítida intenção de macular a imagem e a honra objetiva do ofendido, tentando descredibilizar a sua atuação como magistrado da mais alta Corte do país”, escreveu a procuradora. 

A denúncia foi motivada por uma representação feita pelo advogado de Mendes após o vídeo com a fala de Moro circular na imprensa e nas redes socais. 

A Agência Brasil entrou em contato com a assessoria de Moro e aguarda retorno.

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