Pix atinge novo recorde com 290 milhões de transações em um único dia; Diz Banco Central

Valor movimentado também foi histórico: R$ 164,8 bilhões. O recorde anterior era de junho, com 276,7 milhões de transações.
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(Foto: Agência Brasil)

Economia – O Banco Central (BC) anunciou que o Pix, sistema de pagamentos instantâneos, bateu um novo recorde de transações na última sexta-feira (5). Foram processadas 290 milhões de operações em um único dia, superando a marca anterior de 276,7 milhões, registrada em 6 de junho de 2025.

Em termos financeiros, o volume também alcançou o maior valor da história: R$ 164,8 bilhões movimentados.

Em comunicado, o BC classificou o resultado como mais uma demonstração da importância do Pix como infraestrutura digital pública, para o funcionamento da economia nacional.

Medida de segurança e recorde no mesmo dia

Curiosamente, o novo recorde foi atingido no mesmo dia em que o BC implementou medida para reforçar a segurança do sistema financeiro. A autarquia limitou a R$ 15 mil o valor máximo para transações Pix e TED realizadas por:

  • Instituições de pagamento não autorizadas a operar como tal.
  • Instituições que se conectam ao Sistema Financeiro Nacional por meio de Prestadores de Serviços de Tecnologia da Informação (PSTI).

A decisão visa dificultar a ação de criminosos em tentativas de fraude. De acordo com o presidente do BC, Gabriel Galípolo, a restrição considerou que 99% das transações de Pessoa Jurídica (PJ) estão abaixo do patamar de R$ 15 mil.

Galípolo explicou que o universo afetado pela limitação é restrito, representando apenas 3% do total de contas do sistema. No entanto, esse foi justamente o foco das medidas devido ao perfil dos recentes ataques cibernéticos.

“Em boa parte delas, os volumes envolvidos foram elevados, tanto de Pix quanto de TED. Assim, ao restringir o valor, o efeito será forçar para que, ao realizar algum tipo de ataque, seja necessário fazer uma repetição maior de operações, o que tende a ser capturado mais rápido pelo indicativo de movimento”, afirmou o presidente.

A limitação poderá ser removida para as instituições e seus respectivos PSTI que cumprirem novos processos de controle de segurança.

De forma provisória, por até 90 dias, poderão ser dispensadas da regra aquelas que atestarem a adoção de controles de segurança da informação e justificarem a necessidade perante o BC.

Galípolo ressaltou que a contenção é uma medida excepcional, tomada devido à repetição de um padrão nos ataques recentes, e permanecerá até que ocorra a adequação das instituições aos requisitos de segurança.

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