A mais recente pesquisa Genial/Quaest, realizada entre os dias 5 e 8 de junho de 2026 em todo o país, mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ampliou sua vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro na corrida pelo Palácio do Planalto. O levantamento, divulgado nesta quarta-feira, 10, e registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07661/2026, indica que Lula lidera tanto no primeiro quanto no segundo turno das simulações para a eleição presidencial de 2026.
De acordo com os dados, Lula aparece com 39% das intenções de voto no cenário estimulado de primeiro turno, enquanto Flávio Bolsonaro registra 29%. A distância de dez pontos percentuais mantém os dois candidatos isolados na disputa e reforça o quadro de polarização observado desde o início do ciclo eleitoral.
Os demais nomes testados pela pesquisa permanecem em patamares significativamente inferiores. Renan Santos e Ronaldo Caiado alcançam 3% cada, enquanto Romeu Zema e Aécio Neves aparecem com 2% das intenções de voto. O percentual de eleitores indecisos soma 10%, e os votos brancos, nulos ou que não pretendem votar correspondem a 9%.

Lula recupera terreno no segundo turno
O dado que mais chama atenção no levantamento está na evolução do cenário de segundo turno. Na simulação de confronto direto, Lula registra 44% das intenções de voto, contra 38% de Flávio Bolsonaro, abrindo uma vantagem de seis pontos percentuais.
O resultado representa uma mudança relevante em relação aos meses anteriores. Em abril de 2026, a disputa aparecia em situação de empate técnico, com Lula marcando 40% e Flávio Bolsonaro 41%. Desde então, a curva do presidente voltou a crescer, enquanto a do senador apresentou trajetória de queda, ampliando a distância entre os dois adversários.
A pesquisa também revela que os eleitores dos dois principais candidatos demonstram elevado grau de fidelidade. Entre os apoiadores de Lula, 71% afirmam que o voto é definitivo. No caso de Flávio Bolsonaro, esse índice chega a 70%, indicando que a maior parte do eleitorado já possui uma posição consolidada a pouco mais de três meses do período oficial de campanha.
Os números contrastam com a situação enfrentada pelas candidaturas alternativas. Entre os eleitores de Ronaldo Caiado, 52% afirmam que ainda podem mudar de escolha. Já entre os apoiadores de Romeu Zema, o percentual dos que admitem rever o voto alcança 74%, evidenciando maior volatilidade e dificuldades para a construção de uma candidatura competitiva fora dos dois polos principais.
A segmentação regional da pesquisa mostra que o Nordeste continua sendo o principal reduto eleitoral de Lula. Na região, o presidente alcança 54% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registra 25%. A vantagem mantém o padrão observado em levantamentos anteriores e reforça a importância estratégica do eleitorado nordestino para o petista.
No Sul, o cenário é inverso. Flávio Bolsonaro lidera com 38%, diante de 27% de Lula. Já nas regiões consideradas mais competitivas, o quadro se mostra mais equilibrado. No Sudeste, Lula aparece com 37% contra 28% do senador. No agrupamento Centro-Oeste/Norte, a diferença é mínima, com 32% para Lula e 30% para Flávio Bolsonaro.

Aprovação de Lula melhora
Além dos cenários eleitorais, o levantamento também mediu a percepção da população sobre o governo federal. A aprovação ao trabalho pessoal de Lula alcançou 47%, enquanto a desaprovação chegou a 48%, configurando um empate técnico dentro da margem de erro da pesquisa.
Na avaliação qualitativa da administração federal, 38% dos entrevistados classificam o governo como negativo, enquanto 34% o consideram positivo. Outros entrevistados avaliam a gestão como regular. Segundo a série histórica apresentada pela pesquisa, as curvas de aprovação e desaprovação se aproximaram ao longo dos últimos meses e atingiram o maior nível de equilíbrio desde maio de 2025.
Realizada com 2.004 entrevistas presenciais em todo o território nacional, a pesquisa possui nível de confiança de 95% e margem de erro estimada em dois pontos percentuais. O levantamento utilizou técnicas estatísticas de amostragem e calibração para representar o perfil demográfico do eleitorado brasileiro e monitorar as tendências da disputa presidencial de 2026.







