Manaus (AM) – Com um histórico marcado por violência e envolvimento com o crime organizado, Francimar da Silva Braz, 29 anos, mais conhecido como “Sapinho”, voltou às mãos da polícia nesta quarta-feira (9), após ser identificado como um dos autores de um assalto a um comércio no bairro Colônia Terra Nova, zona norte de Manaus.
O crime aconteceu no dia 21 de março, mas as investigações levaram até Francimar, que aparece em imagens de câmeras de segurança cometendo o roubo ao lado de um comparsa. Enquanto “Parazinho”, como é conhecido Bruno Henrique Assis Bezerra, 37, rendia o atendente com uma arma de fogo, “Sapinho” agia do lado de fora, assaltando clientes sentados na calçada. Bruno segue foragido.
O que torna o caso ainda mais alarmante é o histórico criminal dos envolvidos. Francimar, condenado a 15 anos de prisão pelo feminicídio brutal de sua namorada, Eline Monique Melo de Oliveira, ocorrido dentro de um hotel no Centro de Manaus, em 2020, havia progredido para o regime semiaberto pouco antes do crime recente.
Não bastasse o passado violento, “Sapinho” também é apontado pela polícia como membro de uma facção criminosa atuante no Amazonas e suspeito de envolvimento direto na construção dos túneis utilizados na fuga em massa do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), em 2017 — um dos episódios mais caóticos da história do sistema prisional do estado.
Já “Parazinho”, o comparsa foragido, também carrega uma ficha criminal pesada. Ele foi condenado a 19 anos de prisão pelo assassinato de Lailton Cavalcante da Silva, o “Boi”, um conhecido traficante executado em 2014 no bairro Educandos, zona sul de Manaus. Bruno também tem ligação com narcotraficantes de alta periculosidade.
Segundo o delegado Fernando Damasceno, titular do 18º Distrito Integrado de Polícia (DIP), a prisão de Francimar é mais um passo no combate às ações de criminosos reincidentes. A polícia segue nas buscas para localizar e prender Bruno Henrique.
“São indivíduos com vasta ficha criminal, condenações pesadas, que ainda assim continuam praticando crimes com requintes de ousadia. Trabalhamos para que eles voltem ao sistema prisional e cumpram suas penas em regime fechado”, destacou o delegado.
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