Manaus (AM) – A sessão plenária do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM) desta terça-feira, 24, foi palco de um intenso embate entre os conselheiros Ari Moutinho Jr. e Luis Fabian Barbosa. O desentendimento ocorreu durante a votação que aprovou a recomendação para o afastamento imediato da Secretária de Educação do Amazonas, Arlete Mendonça.
O estopim da discussão foi o questionamento de Moutinho sobre a imparcialidade de Fabian para atuar como relator das contas da Secretaria de Estado de Educação (Seduc). Ari Moutinho elevou o tom de voz, afirmando que o colega estaria “sempre dos dois lados da mesa”, em uma alusão ao fato de Fabian ter ocupado cargos de confiança na atual gestão estadual antes de assumir a cadeira no Tribunal.
”Esse rapaz não tem moral, não tem pudor. Tem uma relação promíscua com fornecedores da Seduc”, disparou Moutinho, visivelmente exaltado. Em resposta, Luis Fabian classificou as declarações como “falácias” e afirmou que não toleraria ataques à sua honra e à sua função constitucional, pedindo providências à presidência da Corte.
Contrato foi motivo do embate
O pano de fundo da crise no Tribunal é uma investigação sobre a dispensa de licitação no valor de R$ 1,3 bilhão para a contratação de um sistema integrado de ensino junto à Fundagres (Fundação de Desenvolvimento e Inovação Agro Socioambiental do Espírito Santo).
O TCE-AM vem agindo para barrar o contrato desde o seu anúncio, apontando irregularidades no processo.Além do valor bilionário, pesam sobre a pasta denúncias de “ingerência externa” feitas por Ari Moutinho nas últimas semanas. A recomendação de afastamento da secretária Arlete Mendonça será agora encaminhada ao governador Wilson Lima, a quem cabe a decisão final sobre a manutenção da gestora no cargo.






