STF marca julgamento dos acusados pela morte de Marielle Franco

Primeira Turma do STF julgará os cinco réus acusados de mandar e matar a vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes.
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(Foto: Reprodução)

Brasília (DF) – O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), liberou na última quinta-feira (04) para julgamento a ação penal que apura o assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, mortos a tiros em março de 2018, no Rio de Janeiro.

Sessões marcadas para 2026

Após o despacho do relator, o presidente da Primeira Turma, ministro Flávio Dino, marcou para 24 de fevereiro de 2026 as sessões presenciais que analisarão a responsabilização dos cinco réus apontados pela investigação.

Três sessões foram convocadas: a primeira no dia 24 às 9h; outra no mesmo dia, no período da tarde; e, se necessário, uma sessão extraordinária no dia 25, também às 9h.

O agendamento ocorreu devido ao recesso do Judiciário, que começa em 19 de dezembro e se estende até 1º de fevereiro.

A ação penal envolve delitos de homicídio qualificado, tentativa de homicídio e organização criminosa, conforme denúncia aceita integralmente pela Primeira Turma. Todos os acusados estão presos preventivamente.

(Foto: Reprodução)

Processo pronto para julgamento

Os interrogatórios dos acusados foram concluídos em outubro de 2024. As diligências complementares foram encerradas no início de 2025, e as alegações finais, apresentadas pelo Ministério Público, pelas assistentes de acusação e pelas defesas, foram entregues até junho.

Com a instrução processual finalizada, Moraes declarou o processo apto a entrar em pauta. No despacho divulgado, o ministro solicitou formalmente a marcação das sessões presenciais, o que foi atendido por Dino no dia seguinte.

Réus negam envolvimento

Apesar dos indícios apresentados pela delação de Ronnie Lessa e pelos relatórios da Polícia Federal, todos os acusados negaram participação durante os interrogatórios.

Quem são os réus

  • Domingos Brazão, conselheiro afastado do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro (TCE-RJ);
  • Chiquinho Brazão, ex-deputado federal e irmão de Domingos;
  • Rivaldo Barbosa, ex-chefe da Polícia Civil do Rio;
  • Major Ronald Paulo Alves Pereira, da Polícia Militar;
  • Robson Calixto Fonseca (Peixe), ex-PM e ex-assessor de Domingos Brazão.

Segundo a delação premiada de Ronnie Lessa, ex-policial militar e réu confesso pelos disparos que mataram Marielle e Anderson, os irmãos Brazão e Rivaldo Barbosa teriam atuado como mandantes do crime.

O depoimento aponta ainda que Barbosa participou da preparação da execução, enquanto o major Ronald teria sido responsável por monitorar a rotina da vereadora e repassar informações ao grupo. Já Robson Calixto é acusado de entregar a arma utilizada no atentado.

Com informações da Agência Brasil*

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