Manaus (AM) – A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), por meio da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), cumpriu na última quarta-feira (11) o mandado de prisão temporária de Luciano Vieira Gonçalves, de 33 anos, investigado pela morte da jovem Cibele Felix de Lima, de 20 anos.
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O caso ocorreu na madrugada do dia 14 de fevereiro, no bairro Petrópolis, zona sul de Manaus.
De acordo com as investigações conduzidas pelo delegado Ricardo Cunha, o caso teve início após um desentendimento dentro de uma casa de festas onde acontecia um show de pagode.
A discussão começou quando Luciano teria desferido um tapa em sua ex-companheira. Cibele, que era nora dele e mantinha um relacionamento com a filha do suspeito, interveio para defender a mulher.
A situação evoluiu para uma luta corporal dentro do estabelecimento e continuou do lado de fora. Segundo a polícia, em determinado momento, Cibele subiu no veículo de Luciano.
O suspeito então ligou o carro e arrancou de forma intencional enquanto a jovem tentava se equilibrar sobre o capô. Com a velocidade, ela foi arremessada a vários metros de distância e caiu desacordada na via pública.
Ainda conforme as apurações, após a queda da vítima, Luciano desceu do veículo e desferiu chutes na cabeça da jovem.
Cibele chegou a ser socorrida e levada para uma unidade hospitalar na zona leste de Manaus, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos e morreu.
Imagens de câmeras de segurança e perícias realizadas no local ajudaram a identificar o veículo utilizado no crime e apontaram Luciano como o principal suspeito.
O carro foi apreendido e passou por perícia, que constatou inclusive a substituição do para-brisa.
Após dias sendo procurado, Luciano se apresentou na sede da DEHS acompanhado de um advogado. Durante o depoimento, ele confessou parcialmente o fato, alegando que estava alcoolizado e que não se lembrava de detalhes do ocorrido.
A versão apresentada foi considerada fantasiosa pelos investigadores e não altera os elementos reunidos no inquérito.
Luciano foi encaminhado para audiência de custódia e responderá por homicídio qualificado por motivo fútil e por recurso que dificultou a defesa da vítima, permanecendo à disposição da Justiça.
A Polícia Civil também apura possíveis omissões ou negligência de testemunhas que estavam no local, incluindo a filha de Luciano e namorada da vítima, que teriam presenciado a briga e o atropelamento. O inquérito segue em fase final para posterior envio ao Poder Judiciário.
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