Suspeitos de matar Dom e Bruno são mantidos em presídios federais

O crime ocorreu em 5 junho de 2022, na região do Vale do Javari, no Amazonas
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(Foto: Reprodução/Redes Sociais)

Brasil – Os três suspeitos de envolvimento nas mortes de Bruno Pereira e Dom Phillips tiveram o pedido de liminar para recambiar para um presídio estadual negado. A decisão partiu do ministro Ribeiro Dantas, do Superior Tribunal de Justiça (STJ) nesta terça-feira (14), e os manteve em presídio federal.

“Pelado”, Oseney da Costa de Oliveira, conhecido como “Dos santos”, e Jefferson da Silva Lima, conhecido como “Pelado da Dinha”, estão detidos em presídios de segurança máxima desde o ano passado. O crime ocorreu em 5 junho de 2022, na região do Vale do Javari, no Amazonas.

A defesa dos três entrou com um pedido de habeas corpus no STJ, no dia 14 de novembro, contra a transferência, e tentou reverter a decisão no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1). Porém, por entender “que não cabe habeas corpus contra decisão [do TRF-1] que indefere pedido liminar”, o pedido foi negado pelo ministro Ribeiro Dantas.

Para recorrer do indeferimento do harbeas corpus, a defesa entrou, nessa segunda-feira (13), com Recurso em Habeas Corpus (RHC) no STJ, mas novamente a ação foi negada.

O crime

Bruno e Phillips foram emboscados e mortos no dia 5 de junho, quando viajavam, de barco, pela região do Vale do Javari. Localizada próxima à fronteira brasileira com o Peru e a Colômbia, a região abriga a Terra Indígena Vale do Javari, a segunda maior do país, com mais de 8,5 milhões de hectares.

A dupla foi vista pela última vez enquanto se deslocava da comunidade São Rafael para a cidade de Atalaia do Norte (AM), onde se reuniria com lideranças indígenas e de comunidades ribeirinhas.

Os corpos foram encontrado dez dias depois do crime após a confissão do pescador Amarildo da Costa Pereira, conhecido como Pelado. Eles estavam enterrados em uma área de mata fechada, a cerca de 3 quilômetros da calha do Rio Itacoaí.

Dom Phillips era colaborador do jornal britânico The Guardian e Bruno Pereira era indigenista e servidor licenciado da Fundação Nacional do Índio (Funai).

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