TCU analisa contas de recursos federais de Coari na gestão de Adail Filho

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Adail Filho — Atual deputado federal pelo MDB é um dos responsáveis citados no processo que tramita no TCU (Bruno Spada/Câmara dos Deputados)

Manaus (AM) – O Tribunal de Contas da União (TCU) incluiu na pauta de julgamento o processo que apura a falta de prestação de contas de recursos federais destinados à Prefeitura de Coari, no Amazonas, em 2018, durante a gestão do então prefeito Adail Filho, atual deputado federal pelo MDB. O processo aparece no Boletim do TCU (BTCU) desta sexta-feira, 2.

O processo foi registrado no sistema de Tomada de Contas Especial do FNDE e trata de recursos repassados ao município no âmbito da Medida Provisória nº 815/2017, referentes ao exercício de 2018 e à área de educação. Segundo o registro oficial, a apuração foi aberta porque não houve a apresentação da documentação exigida para comprovar a utilização dos recursos federais, situação que levou o FNDE a encaminhar o caso ao TCU.

O caso também aparece no mesmo boletim em outro processo relacionado a Coari e recursos federais. O TC 019.872/2024-0 trata de um recurso apresentado pelo ex-prefeito Keitton Wyllyson Pinheiro Batista contra decisão anterior do TCU que julgou irregulares suas contas e determinou débito e multa pela falta de comprovação da aplicação de recursos transferidos em 2022 pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, destinados a ações de resposta a inundações no município.

Processo no TCU envolve recursos federais destinados a Coari durante a gestão de Adail Filho como prefeito em 2018 (Reprodução / TCU)

Operação Dinastia do Lago

A Operação Dinastia do Lago, deflagrada pela Polícia Federal no dia 16 de setembro e atingiu diretamente o grupo político liderado pelo prefeito de Coari, Adail Pinheiro, e por seu filho, o deputado federal Adail Filho (MDB-AM). A ação investiga suspeitas de fraude em licitações, desvio de recursos públicos, corrupção, peculato e lavagem de dinheiro em contratos da Prefeitura de Coari e foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Investigação

Em abril deste ano, o ministro Alexandre de Moraes determinou a abertura de inquérito policial no Supremo Tribunal Federal para investigar o deputado federal Adail Filho (Republicanos) por suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro. A medida ocorre após o declínio de competência da Justiça comum para o STF, considerando o foro por prerrogativa de função do parlamentar, e tem como base investigação da Polícia Federal iniciada a partir da apreensão de cerca de R$ 1,2 milhão em espécie no Aeroporto Internacional de Brasília.

A apuração teve início com a prisão em flagrante dos empresários Cesar de Jesus Gloria Albuquerque, Erick Pinto Saraiva e Vagner Santos Moitinho, que transportavam valores sem comprovação de origem lícita em 31 de dezembro de 2025. A análise de dispositivos eletrônicos e documentos apreendidos indicou que empresas vinculadas ao trio realizavam repasses financeiros diretos ao deputado e ao prefeito de Coari, Adail Pinheiro (Republicanos), ampliando o escopo das investigações.

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