Manaus (AM) – Um mês após o naufrágio da lancha de passageiros Lima de Abreu XV, ocorrido no dia 13 de fevereiro nas proximidades do Encontro das Águas, em Manaus, cinco pessoas continuam desaparecidas e o piloto da embarcação segue foragido da Justiça.

A tragédia deixou três mortos e 71 sobreviventes, marcando um dos acidentes fluviais mais dramáticos registrados recentemente no Amazonas.
A embarcação havia saído de Manaus por volta das 12h30 com destino ao município de Nova Olinda do Norte, transportando aproximadamente 80 passageiros.
Durante o trajeto, a lancha afundou na região onde os rios Negro e Solimões se encontram, área conhecida pela força das correntezas.
Buscas Continuam

Desde o dia do acidente, equipes do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) e da Marinha do Brasil mantêm uma força-tarefa para localizar os desaparecidos.
As buscas seguem por tempo indeterminado e já percorreram aproximadamente 238 quilômetros ao longo do Rio Amazonas.
Atualmente, 21 militares participam da operação, incluindo 12 mergulhadores, além do uso de duas embarcações, drones e equipamentos de sonar para varredura do leito do rio.
As vítimas confirmadas são Fernando Grandêz, cantor de 39 anos; Samila de Souza, de 3 anos; e Lara Bianca, estudante de odontologia de 22 anos.
Permanecem desaparecidos Ana Carla Izel, advogada e integrante da OAB-AM, Apoliana Oliveira, Patrícia Barroso da Silva, Renato Alan Melo Basto e Romualdo Marcião de Almeida, de 80 anos.
Entre os episódios mais marcantes do resgate está o salvamento de um bebê prematuro de apenas cinco dias de vida, que foi colocado dentro de um cooler para evitar contato com a água enquanto aguardava ajuda.
A criança e a mãe foram encontradas com vida pelas equipes de socorro.
Piloto Segue Foragido

Paralelamente às buscas, a Polícia Civil do Amazonas investiga as circunstâncias do acidente. O piloto da lancha, Pedro José da Silva Gama, de 42 anos, chegou a ser detido após o resgate dos sobreviventes, mas foi liberado após pagar fiança.
No dia seguinte, a Justiça decretou sua prisão preventiva, porém ele não foi localizado desde então e é considerado foragido.
A empresa responsável pela embarcação, Lima de Abreu Navegações, informou em nota que lamenta o ocorrido, afirmou que a lancha estava com a documentação regularizada e declarou que colabora com as investigações para esclarecer as causas do naufrágio.
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