Brasil – Nesta quarta-feira (7), a Polícia Federal (PF) informou que a perícia feita no celular do Coronel Mauro Cid, comprovou a participação do ex-chefe de ordens de Jair Bolsonaro (PL), no planejamento dos atos golpistas de 8 de janeiro.
Segundo a PF, foram identificadas trocas de mensagens, áudios e até documentos no celular de Mauro Cid, que evidenciam os movimentos golpistas para manter o ex-presidente Bolsonaro no poder após derrota eleitoral.
Durante depoimento realizado na última terça-feira (6), Mauro Cid foi confrontado sobre os conteúdos extraídos de seu celular, mas permaneceu calado.
Foram encontrados documentos de decretação de GLO (Garantia da Lei e da Ordem), que dão poderes exclusivamente ao presidente da República para a convocação de operação militar das Forças Armadas, em situação de grave perturbação da ordem, e também tratativas para a decretação de estado de defesa.
Outros interlocutores de Cid, identificados a partir da perícia no seu telefone, estão sob a mira da Polícia Federal, mas tiveram seus nomes mantidos em sigilo pelos cargos de destaque que ocupavam no governo anterior.
Alguns dos suspeitos inclusive já estão sendo convocados para depor, ou até mesmo já foram presos na mesma operação que colocou Mauro Cid atrás das grades no início do mês de maio, como o ex-major do exército Ailton Gonçalves Moraes Barros e o sargento Luís Marcos dos Reis.
O sargento, que era da equipe de Cid, segue preso e deve prestar depoimento nesta quarta-feira (7) na sede da PF em Brasília.
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