Londrina (PR) – Durante audiência de custódia realizada na última quarta-feira (7), a Justiça converteu a prisão em flagrante de Lucas Wancler Ferreira dos Santos, de 30 anos, em prisão preventiva. Ele é suspeito de matar a facadas David Schmidt, de 37 anos, em uma academia localizada na Avenida Prefeito Faria Lima, em Londrina, no norte do Paraná.
A decisão atendeu a um pedido do Ministério Público (MP), que apontou a periculosidade extrema do investigado.
Durante a audiência, Lucas chorou ao mencionar a esposa e os filhos. Ele é casado, tem um filho de 5 anos com a companheira e um enteado de 13 anos, e afirmou ser o responsável pelo sustento financeiro da família.
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Apesar disso, o juiz destacou que fatores como emprego fixo, residência definida, bons antecedentes e primariedade não são suficientes para afastar a necessidade da prisão preventiva diante da gravidade do caso.
Segundo o MP, a manutenção da prisão é necessária devido ao uso reiterado de violência e à perseguição da vítima em local público, o que representaria risco à ordem pública. Ao acatar a justificativa, a Justiça determinou que Lucas poderá receber medicação e visitas controladas, enquanto o processo tramita em segredo de justiça.
Relembre o Caso
O caso ocorreu na tarde da última segunda-feira (05). De acordo com a Polícia Civil, a ação foi premeditada. As investigações indicam que o suspeito aguardou a vítima sair da academia por volta das 18h40. No estacionamento, ele teria iniciado uma conversa e, em seguida, passou a desferir golpes de faca.
Mesmo ferido, David Schmidt conseguiu correr para dentro do estabelecimento e pedir socorro, mas não resistiu aos ferimentos.
Um policial militar de folga presenciou a agressão, deu voz de prisão ao suspeito e o deteve até a chegada das equipes. Lucas se entregou sem oferecer resistência. No dia da prisão em flagrante, ele permaneceu em silêncio durante o depoimento na Central de Flagrantes, acompanhado da advogada.
O que diz a Defesa
A defesa alegou, durante a audiência, que Lucas estaria sob efeito de medicação no momento do fato. Ainda assim, a Polícia Civil sustenta que há indícios de premeditação.
Ao final do inquérito, caso as provas sejam confirmadas, o Ministério Público poderá oferecer denúncia, tornando o investigado réu.
A esposa do suspeito, Gabriela Corrêa, também prestou depoimento à polícia. Ela relatou estar recebendo ameaças, inclusive por meio de redes sociais, e solicitou sigilo sobre o conteúdo de seu testemunho.
As investigações seguem em andamento para esclarecer as circunstâncias e a motivação do homicídio, enquanto Lucas Wancler Ferreira dos Santos permanece preso preventivamente.
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