Texto: Giovanna Caresto – Portal Tucumã
Manaus (AM) – Neste domingo (22), foi exibida a entrevista com Cleusimar e Ademar Cardoso, mãe e irmão de Djidja Cardoso, no programa Câmera Record. Os acusados foram entrevistados pelo jornalista Roberto Cabrini para falar sobre a morte da ex-sinhazinha do boi Garantido.
Ademar Cardoso afirmou não sentir culpa pela morte de sua irmã, Djidja Cardoso, que faleceu após o uso excessivo de Ketamina, substância utilizada em rituais da seita ‘Pai, Mãe, Vida’.
Durante a exibição de um vídeo gravado por Bruno Roberto, ex-noivo de Djidja, na noite de sua morte, ela aparece fragilizada, segurando uma seringa e um frasco de Ketamina. Ademar declarou que sentiu “peso no coração” ao ver a irmã debilitada pelo efeito da droga, mas negou qualquer “peso na consciência” em relação ao ocorrido.
“Não pesa a minha consciência, mas eu fico muito triste. As minhas noites têm sido perfeitas. Na verdade, quando eu fui preso, no dia 30, então nesses dois dias eu não consegui dormir porque eu estava no lugar onde a minha irmã morreu”, relatou Ademar ao se referir aos dois dias que se seguiram à morte de Djidja Cardoso.
Ademar Cardoso revelou que, assim como sua irmã Djidja, também enfrentou problemas relacionados ao uso de drogas. “Eu era viciado. Um cego não conduz o outro, a não ser cair no precipício. Minha mãe bloqueou diversas vezes as contas da Djidja . A seita não era para um enriquecimento pessoal, mas sim uma oportunidade de ajudar os outros”, disse.
Versão de Cleusimar Cardoso
A respeito do caso, Cleusimar afirmou que considera um marco tanto em sua vida quanto na história da humanidade, e confessou que não havia percebido que sua filha estava à beira da morte.
“Ela sofria de amores que não davam certo e usava muito clonazepam. Eu não acredito em overdose. Se fosse uma overdose, por que Ademar não está morto? Por que eu não estou morta? A escolha que fazemos na vida é individual. Eu nunca obriguei ninguém a usar (a cetamina)”, afirmou.
Cleusimar também defendeu o direito à liberdade de culto, afirmando que jamais colocou a vida de outras pessoas em perigo. “Nós fazíamos reuniões em casa, com cabeleireiros. Fazíamos experiências em cabelo”, completou.
Ao ser questionada sobre arrependimento, Cleusimar afirmou que, se pudesse, mudaria o passado, pois assim como Djidja, ela e Ademar também foram vítimas.
“O meu erro foi de não ter parado com os psicodélicos, porque era muito difícil a gente parar naquele momento bem depressivo. Eu estava em um momento em que precisava daquela substância, mas as coisas acontecem exatamente como elas têm que acontecer”, finalizou.
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