Brasil – Durante discurso na Assembleia Legislativa do Estado (ALMS), nesta terça-feira (7), o deputado estadual de Mato Grosso do Sul (MS) João Henrique Catan (PL) citou Adolf Hitler ao segurar o livro escrito pelo líder nazista, Mein Kampf (Minha Luta, em português), e pediu união e fortalecimento. O caso gerou revolta.
”É com o Mein Kampf de Hitler que peço para que esse parlamento se fortaleça, se reconstrua e se reorganize nos rumos do que foi o parlamento ‘europeu’ da Alemanha”, disse o deputado.
A assessoria de João Henrique Catan rebateu as afirmações e disse que a citação foi em crítica às estratégias de Hitler.
“O governo do Estado orientou sua base a votar contra um requerimento simples, que visava detalhar as contratações com cargos comissionados do Estado. Coisa simples, da atividade fiscalizatória e devido exercício da atividade parlamentar. A citação foi justamente oposta a esse sentido, em crítica às estratégias de Hitler para anular o parlamento, corromper a democracia, até que colocou, por meio de infiltrado, fogo no parlamento alemão”, explicou.
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Deputado bolsonarista exalta H1tler ao citar livro em sessão da Assembleia do MS pic.twitter.com/CT5vCiGC3n
— Tucumamidias4 (@Tucumamidias411) March 8, 2023
A apologia do nazismo é considerada crime no Brasil. Segundo a Lei 7.716/1989, é crime “praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional” sob pena de reclusão de um a três anos e multa.
Outro caso: Acampamento bolsonarista foi central em ataques do dia 8 de janeiro
O interventor federal na Segurança Pública do Distrito Federal (DF), Ricardo Cappelli, apontou hoje (27) o acampamento bolsonarista em frente ao Quartel General do Exército, em Brasília, como central para os ataques golpistas que resultaram na invasão e depredação das sedes dos três poderes, no dia 8 de janeiro, na capital.

“Isso [a centralidade do acampamento] fica claro e evidente porque todos os atos de vandalismo que aconteceram na capital, passaram, tiveram a sua organização, o seu planejamento e o ponto de apoio naquele acampamento que virou um centro de construção de planos contra a democracia brasileira”, disse.
Cappelli disse ainda que houve falta de comando e responsabilidade do então secretário de Segurança Pública do DF, Anderson Torres, e do alto comando da Polícia Militar no planejamento operacional relacionado aos atos do dia 8, uma vez que havia um relatório de inteligência mostrando a intenção de prática de violência.
“Na melhor das hipóteses faltou comando e responsabilidade. A Justiça está apurando e esse conjunto de coincidências podem caracterizar algo muito pior do que ausência de comando e responsabilidade”, afirmou.
As considerações de Cappelli foram feitas durante a entrega do relatório detalhado sobre o episódio. A previsão era de que o documento fosse entregue ontem (26), mas houve adiamento para que imagens da depredação ao prédio do Supremo Tribunal Federal (STF) fossem analisadas.
O interventor disse que o documento servirá para apurar o que aconteceu e na individualização das condutas das pessoas envolvidas com os ataques. Cópias do relatório foram encaminhadas para o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, e para o ministro do STF, Alexandre de Moraes, responsável por conduzir o inquérito que apura os atos. Será possível acessar o documento na íntegra, na página do ministério.
De acordo com o interventor, os eventos que ocorreram em Brasília desde o final do ano passado até o ataque terrorista do dia 8 passaram pelo acampamento, entre eles a tentativa de invasão da sede da Polícia Federal, no dia 12 de dezembro, que resultou no incêndio a veículos e a tentativa de explosão de uma bomba no Aeroporto Internacional de Brasília.
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