MANAUS (AM) – Um vídeo que circula nas redes sociais e em grupos de mensagens desde a madrugada deste domingo (11) mostra os últimos momentos de vida do homem identificado como o principal suspeito do assassinato de Juliana da Silva Teixeira. Nas imagens, o indivíduo, conhecido pela alcunha de “Loirinho”, aparece rendido e confessa a autoria do crime brutal ocorrido no Conjunto Manoa.
O vídeo parece ter sido gravado por membros de uma facção criminosa, no que é popularmente chamado de “tribunal do crime”. Com as mãos amarradas e apresentando ferimentos no rosto, o suspeito é pressionado a confirmar que matou a jovem. Em um trecho da gravação, ele admite: “Fui eu mesmo… já confessei, não tenho mais nada para falar não”.
Da Confissão à Execução
Pouco tempo após a gravação do vídeo, o corpo de “Loirinho” foi encontrado no bairro Riacho Doce 1, zona norte de Manaus. Ele foi executado com aproximadamente 14 disparos de arma de fogo, confirmando a suspeita de que sua morte foi uma represália direta pela morte de Juliana. A jovem de 22 anos foi encontrada morta na última sexta-feira (9), em um terreno baldio na Rua Aramari. O laudo pericial confirmou que ela foi vítima de violência sexual e morta com uma perfuração de arma branca no pescoço.
Desfecho do Caso
A Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) já possuía imagens de câmeras de segurança que mostravam Juliana caminhando ao lado de “Loirinho” por volta das 4h da manhã do dia do crime. Com a morte do principal suspeito, a polícia agora foca em identificar os autores da execução do homem no Riacho Doce.
Embora a confissão em vídeo não tenha valor jurídico formal, ela corrobora a linha de investigação principal da Polícia Civil, que já tratava o indivíduo como o autor do feminicídio.
Segurança Pública
As autoridades alertam que a prática de “justiça com as próprias mãos” é crime e que o caso segue sendo monitorado para garantir a ordem pública nas zonas Norte e Leste da capital, áreas que registraram picos de violência neste fim de semana.






